Campeão em reconstrução: o que o Benfica pode esperar do Aarhus
O Aarhus apresenta-se no Estádio da Luz para defrontar o Benfica com o estatuto de campeão dinamarquês. O técnico Jakob Poulsen, à primeira tentativa, guiou o histórico fundado em 1880 até à conquista da liga pela primeira vez em 40 anos, na temporada passada.
O antigo médio e internacional dinamarquês em mais de 40 ocasiões perdeu várias figuras para a segunda temporada ao serviço do clube. O avançado Patrick Mortensen, segundo melhor marcador da temporada passada com 11 golos e o lateral direito Felix Beijmo, jogador mais utilizado na temporada passada, rumaram a outras paragens, enquanto o defesa central Henrik Dalsgaard pendurou as botas.
O central Colin Rosler, o ala Mikael Anderson e o médio Jens Jonsson encabeçam a lista de entradas de uma equipa alimentada pela juventude. O ponta de lança de 18 anos James Bogere tem sido uma das figuras do início da época,com dois golos em sete jogos, tendo pegado de estaca no ataque.
O internacional pelo Uganda destacou-se particularmente com dois golaços diante do Sabah, do Azerbaijão, a 5 de agosto. O primeiro foguete, do meio da rua (31'), antecedeu novo remate indefensável, já na segunda parte (63').
De levantar o estádio! Grande golo de 𝙅𝘼𝙈𝙀𝙎 𝘽𝙊𝙂𝙀𝙍𝙀 a abrir o marcador para o Aarhus na 3.ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões 🎯
— Canal 11 (@Canal_11Oficial) August 5, 2026
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O estatuto de principal figura, ainda assim, continua a pertencer a Kristian Arnstad. O criativo norueguês já é capitão aos 22 anos, dada a capacidade de liderança que apresenta, aliada a uma qualidade técnica soberba. Arnstad, quer no trio atacante, quer na dupla de meio-campo, dita os ritmos de uma equipa tecnicamente evoluída e que sabe tratar bem o esférico.
Os erros não provocados na fase de construção e as debilidades na transição defensiva podem ser aproveitadas pelos comandados de Marco Silva. E não faltam exemplos a seguir neste início de época.
O arranque da defesa do título dinamarquês com dois empates e uma derrota na jornada inaugural e a goleada sofrida (0-4) diante do Sabah, no Azerbaijão. na segunda mão 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Champions mancham os primeiros jogos do Aarhus em 2025/26. Já aconteceu, ainda assim, um milagre.
Os dinamarqueses desenharam uma narrativa épica contra o Lech Poznan, a 29 de julho, uma semana depois de terem perdido por 1-4. Na Polónia, os homens de Poulsen aplicaram os mesmos números, venceram nos penáltis e seguiram em frente na fase de qualificação da Champions.
O poderio do Benfica diminui as esperanças na reedição do milagre, mas o treinador, Jakob Poulsen, apontou «semelhanças» entre os dois ambientes, na véspera do duelo no Estádio da Luz. Marco Silva já tinha avisado para o simbolismo do estatuto de campeão: «Não se é campeão por acaso, só com bom rendimento e consistência.»
Os dinamarqueses alimentam, desta forma, a esperança de alcançar o primeiro triunfo no Estádio da Luz, após duas derrotas em outros tantos jogos. O primeiro confronto teve lugar a 8 de março de 1961 (3-1), na primeira mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus.
José Águas, em dose dupla, e José Augusto embalaram a águia, que se sagrar-se-ia campeã da Europa em maio. Curiosamente, o Benfica começou tal campanha vitoriosa com duplo embate contra o... Hearts, conjunto que também já defrontou esta época.
As duas equipas voltaram a encontrar-se no Estádio da Luz a 4 de novembro de 1987 (1-0), na segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, e as águias saíram vencedoras. Nunes (38') assinou o único golo da partida e selou a passagem encarnada.
39 depois, o Aarhus quer surpreender, no primeiro encontro no novo Estádio da Luz.