Campeã olímpica recorda drama: abortou enquanto recebia a medalha de ouro
Gabriella Papadakis, patinadora artística francesa, partilhou, na autobiografia Pour ne pas disparaître (Para não desaparecer), um dos episódios mais difíceis da sua vida, ocorrido na cerimónia de encerramento do Campeonato do Mundo de Dança no Gelo.
O momento remonta a 2019, quando apenas estava focada nos objetivos desportivos: defender a sua posição de número um mundial e conquistar o ouro olímpico. Mas quando se preparava para o ponto alto da temporada, notou sintomas físicos invulgares e realizou um teste de gravidez, que deu positivo. A reação, porém, não foi de felicidade.
«Quando vi o resultado, desabei no chão e comecei a chorar. Não sabia o que fazer. A treinadora perguntou-me se queria ficar com o bebé. Disse-lhe que não estava nos meus planos. Queria ir ao Campeonato do Mundo e aos Jogos Olímpicos», recordou a patinadora artística de 30 anos na autobiografia.
Após consultar o treinador e o médico, decidiu interromper a gravidez e tomou um comprimido para induzir o aborto. Não parou os treinos nem a competição e juntamente com Guillaume Cizeron subiu novamente ao lugar mais alto do pódio. E foi no auge da glória que viveu o momento mais difícil, quando sentiu uma dor súbita no baixo ventre, na cerimónia de entrega das medalhas, como contou no livro.
«A minha gravidez terminou no gelo, diante dos olhos do mundo inteiro. Tudo foi transmitido em direto e ninguém sabia de nada», revelou.