Bruno Sá esperará pelo resultado nas eleições do Sporting, no sábado, para perceber a aceitação dos associados e ponderar recandidatar-se.

Bruno Sá diz não pensar em percentagens, mas recandidatura em 2030 «vai depender da votação»

Candidato à presidência do Sporting recusa antecipar o seu resultado nas eleições do clube. Considera fundamental haver «oposição vigilante» e promete voltar a propor-se a votos «se os sócios derem boa votação»

Após protagonizar um debate superior a duas horas com o atual presidente do Sporting, Frederico Varandas, com o qual concorre pela liderança do emblema verde e branco nas eleições marcadas para este sábado, Bruno Sá assume a tarefa complicada que terá pela frente, mas recusou antever a percentagem que poderá obter na votação.

«Não vamos estar a falar em percentagem… acho que é importante as pessoas virem votar e que quem ganhe tenha uma oposição vigilante. Há uma série de coisas que se estão a passar no clube, um afastamento muito grande dos sócios e um aumento do passivo muito grande», acusou o candidato, que lamentou um cenário de afastamento dos sócios do Sporting que considera estar a verificar-se.

«É a decisão desta direção, que caminha para um clube mais de clientes, um clube comercial, mais uma ‘hub’ de entertainment… sou pelo clube dos sócios, do esforço, dedicação, devoção e glória», vincou Bruno Sá que, caso seja derrotado no ato eleitoral, não prometeu voltar a candidatar-se 2030, ainda que mostrando-se disponível para o fazer.

«Não posso fazer essa promessa, os sócios vão decidir isso. A minha intenção é voltar, mas isso vai depender da votação, se tiver voz, se algumas coisas que espero que não aconteçam e que estou a pensar e para as quais eu representei e alertei... Como disse, a decisão é deles - se eu não vencer e os sócios me derem uma boa votação, obviamente que há vontade da minha parte», avançou, expectante quanto ao resultado que alcançará nas eleições.