Bronca confirmada: 1.º de Agosto falta ao dérbi com Petro de Luanda (videos)
O 1.º de Agosto cumpriu a ameaça e não compareceu no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, para o dérbi com o arqui-rival Petro de Luanda da 19.ª jornada do Girabola. À hora do jogo, ontem, às 15h30, a equipa subiu ao relvado no Estádio França Ndalu, enquanto no 11 de Novembro o Petro e a equipa de arbitragem entraram em campo para o início de jogo tendo sido decretada falta de comparência ao clube militar, que vai agora recorrer a todas as instâncias a que puder recorrer.
Este incidente grave que mancha o Girabola, e logo no dérbi mais importante de Angola, que pára o País de Cabinda ao Cunene, deve-se ao facto do 1.º de Agosto se recusar a aceitar a decisão da Federação Angolana de Futebol de marcar o jogo para o Estádio 11 de Novembro. Isto porque o 1.º de Agosto, que joga em casa nesta jornada 19, tem por recinto principal o Estádio França Ndalu e por alternativo o 22 de Junho, este propriedade do Interclube, no Rocha Pinto. A Federação Angolana de Futebol entendeu que, devido à dimensão do jogo, o 11 de Novembro reúne condições de segurança que faltarão ao França Ndalu. Ao que o 1.º de Agosto protestou com a inexistência de problemas até ao momento e com o facto do seu estádio ter sido homologado. Ainda assim, revelou Sá Miranda, presidente dos militares, o 1.º de Agosto aceitaria a marcação para o estádio alternativo, o 22 de junho. Não seria a situação ideal mas sempre seria mais justa do que o 11 de Novembro, palco do... Petro de Luanda, que seria o visitante e não o anfitrião.
O 1.º de Agosto chegou a avançar com o anúncio de uma providência cautelar com o intuito de anular a decisão da FAF, respondendo esta, a menos de 24 horas do jogo, que não tendo recebido qualquer ordem de Tribunal mantinha o jogo no 11 de Novembro. E logo a seguir, novo comunicado do 1.º de Agosto a anunciar que iria estar, às 15h30 de ontem, no Estádio França Ndalu e não no 11 de Novembro. O que vei a aconteceu, com muitos adeptos a marcarem presença para um jogo que se sabia que não iria acontecer.
O mesmo se passou na Camama, fora do centro de Luanda, onde muitas centenas de adeptos do Petro marcaram presença. Foram cumpridas todas as formalidades por parte da equipa tricolor, feito o aquecimento, os árbitros entraram com o Petro em campo, tocou-se o hino nacional, como sempre, depois declarou-se falta de comparência ao 1.º de Agosto. Isto enquanto o presidente do 1.º de Agosto, General Sá de Miranda tomava posição publica.
Desportivamente, este era um jogo muito importante para o 1.º de Agosto, que ocupava a 2.ª posição, com menos seis pontos do que o Petro. Se vencesse, como venceu na 1.ª mão, precisamente no... 11 de Novembro, ficaria a 3 e relançaria a candidatura com mais 11 jornadas em falta. Assim, não só fica a nove pontos do Petro, hipotecando as hipóteses de ser campeão, como perde o 2.º lugar para o Wiliete de Benguela e uma vaga na Liga dos Campeões de África. Para já, claro, já que os militares vão recorrer desta decisão de falta de comparência. Uma novela que está para durar, uma página mais negra num história rica de grandes feitos e grandes jogos que tem prendido Angola desde a Independência.