Thomas Tuchel, selecionador de Inglaterra no Mundial 2026
Thomas Tuchel, selecionador de Inglaterra no Mundial 2026 - Foto: IMAGO

Bola de Ouro critica renovação de Tuchel: «Não fez nada ainda...»

Michael Owen, lenda do futebol inglês, não gostou de ver a extensão da ligação do técnico alemão ao cargo de selecionador de Inglaterra até ao Euro 2028

Michael Owen, antigo avançado da seleção inglesa e Bola de Ouro em 2001, considera que a renovação de contrato de Thomas Tuchel como selecionador é prematura, afirmando que o técnico alemão ainda «não fez nada» que justifique a decisão da Federação Inglesa de Futebol (FA). Em declarações ao GOAL, Owen classificou a fase de qualificação como uma «perda de tempo» e definiu os quartos de final como o desempenho mínimo esperado para a Inglaterra no Mundial 2026.

A FA anunciou a extensão do vínculo de Tuchel até ao Euro 2028, que será disputado em casa, apesar de o seu contrato inicial de 18 meses cobrir apenas o próximo Campeonato do Mundo. A decisão surpreendeu Michael Owen. «Devo admitir que fiquei surpreendido. Gosto de Thomas Tuchel, acho que é um treinador muito bom. Provavelmente conhecem a minha opinião sobre o cargo de selecionador de Inglaterra — acho que deveria ser um inglês, ponto final. Mas fiquei surpreendido por ele ter conseguido uma renovação», afirmou o antigo goleador.

Thomas Tuchel, de 52 anos, assumiu o comando da seleção dos Três Leões em janeiro de 2025, sucedendo a Sir Gareth Southgate, que abandonou o cargo após uma segunda derrota na final de um Campeonato da Europa. O currículo do alemão, que inclui títulos nacionais e uma Champions ao serviço de clubes como Chelsea, Bayern e PSG, gerou esperança numa nação que anseia por um grande título desde o Mundial 1966.

Sob a sua orientação, a Inglaterra qualificou-se para o Mundial 2026 com um registo impecável: oito vitórias em oito jogos e sem sofrer qualquer golo. No entanto, para Owen, este percurso não é suficiente para justificar a confiança depositada pela FA. «É simpático mostrar compromisso antes de um grande torneio, mas ainda nem sequer tivemos um torneio com ele. Ele não fez nada até agora que sugira: ‘Meu Deus, isto é fantástico’. Toda a gente se qualifica. Podíamos fechar os olhos e qualificar-nos nestes grupos de qualificação que são uma perda de tempo. Ganhamos todos os jogos e nem sequer sofremos um golo. É um exercício inútil, na verdade. Não é como se ele tivesse feito algo acima e além do que esperávamos até agora. Por isso, recompensá-lo já foi uma surpresa», acrescentou Owen.

O antigo jogador estabeleceu ainda que os quartos de final são o objetivo mínimo para a equipa no torneio que se avizinha na América do Norte. Um resultado inferior a isso, na sua opinião, levantará questões sobre a continuidade do treinador, independentemente do novo contrato. «Se formos eliminados na fase de grupos ou na ronda seguinte... a menos que joguemos contra uma equipa de topo na fase a eliminar e sejamos eliminados antes dos quartos de final, então, sim, essas questões serão levantadas», explicou. «Se não atingirmos, digamos, os quartos de final — eu diria que o mínimo aceitável seriam os quartos de final. Penso que, se for algo menos do que isso, haverá desilusão e questões serão levantadas», atirou.

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