Zé Miranda marcou três golos no dérbi do João Rocha (FPP)

Benfica vence Sporting no João Rocha e fica mais perto do título

Encarnados dominaram o segundo dérbi da final do play-off e estão a um triunfo de se sagrarem campeões

O Benfica está a uma vitória de conquistar o Campeonato Nacional de hóquei em patins. Depois do triunfo por 3-2 na Luz, as águias voltaram a superiorizar-se ao Sporting, desta vez com uma exibição autoritária no Pavilhão João Rocha, onde venceram por claros 5-2 e colocaram-se em posição privilegiada para erguer o troféu. As águias não só venceram, dominaram emocional e taticamente o leão, que esteve sempre desconfortável com a obrigação de reagir e acabou por sair de casa ainda mais pressionado.

Os encarnados assumiram cedo as rédeas do encontro e os verdes e brancos sentiram-se acossados. A partir dos três minutos, o Benfica começou a monopolizar a posse de bola e a pressionar o Sporting.

A superioridade traduziu-se no marcador aos cinco minutos. Zé Miranda recebeu espaço para criar e, com classe, picou a bola sobre Xano Edo. O ressalto traiçoeiro após tocar no piso fez o resto, deixando o guarda-redes leonino sem reação. 

Edo Bosch pediu desconto de tempo na tentativa de corrigir processos e o Sporting reagiu de imediato, ficando perto do empate num remate perigoso de Alessandro Verona. Mas a noite estava destinada a vestir-se de vermelho. Aos nove minutos, Nil Roca e Zé Miranda desenharam uma combinação perfeita, com o jovem avançado a surgir novamente no momento decisivo para bater Xano.

Mais do que a vantagem no marcador, impressionava a forma como o Benfica controlava o jogo. Defendia com rigor, fechava as linhas de remate e, quando a bola ultrapassava a muralha defensiva, surgia Conti Acevedo a confirmar a segurança encarnada. O Sporting procurava soluções, mas esbarrava numa equipa organizada e paciente.

Ainda assim, os leões tiveram um momento de esperança aos 18 minutos, quando Alessandro Verona colocou a bola na baliza adversária. A festa, porém, durou pouco: os árbitros invalidaram o lance por patim de Danilo Rampulla na jogada.

Até ao intervalo, o Benfica continuou a impor o seu ritmo, privilegiando longas posses de bola e desgastando psicologicamente um Sporting incapaz de encontrar brechas na estrutura montada por Edu Castro.

Mais Sporting, mas ainda insuficiente

A segunda parte trouxe um Sporting mais agressivo e pressionante. O Benfica recuou linhas e pareceu disposto a gerir a vantagem, mas acabou por ser surpreendido aos sete minutos. Numa transição rápida, Alessandro Verona iniciou a jogada, combinou com Facundo Bridge e Danilo Rampulla num lance de três contra dois e apareceu no sítio certo para disparar forte e reduzir para 1-2.

O João Rocha acreditou por instantes na reviravolta, mas a resposta encarnada foi imediata e devastadora. Gonçalo Pinto aproveitou um ressalto após defesa de Xano Edo e, na recarga, fez o terceiro golo benfiquista.

O momento decisivo do encontro surgiu aos nove minutos. Gonçalo Pinto viu cartão azul e abriu-se ao Sporting uma oportunidade de ouro para regressar à discussão do resultado em superioridade numérica. Contudo, aconteceu precisamente o contrário. Roberto di Benedetto escapou em contra-ataque e foi travado em falta. Chamado a converter o livre direto, Lucas Ordoñez não vacilou e assinou o 4-1, gelando o pavilhão leonino.

Como se não bastasse, logo a seguir Danilo Rampulla desperdiçou um penálti que poderia ter reacendido a esperança verde e branca. O 2-4 chegou, enfim, a oito minutos do derradeiro soar da buzina, por Facundo Bridge, mas o Benfica estava lançado para uma noite perfeita. E foi Zé Miranda, a grande figura da partida, quem colocou o ponto final na contenda: aproveitou mais uma desatenção defensiva leonina e completou o hat trick.

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