Benfica vence e convence em Alvalade e segue imparável na Champions
O Benfica foi vencer o Sporting ao João Rocha, por 4-1, alguns dias após o empate para o campeonato na Luz, e reforça a liderança do Grupo B da Liga dos Campeões - com quatro triunfos no mesmo número de jogos.
Bem diferente o dérbi da Liga dos Campeões entre Sporting e Benfica do recente para o Campeonato. Superiores os encarnados no Pavilhão João Rocha ao que exibiram no seu recinto no último domingo.
O Sporting começou o duelo a tentar rentabilizar o ascendente motivacional do empate e exibição convincentes no último domingo no pavilhão da Luz – e encostou o Benfica às cordas mediante trocas de bola rápidas culminadas por remates fáceis e espontâneos disferidos de toda a meia pista encarnada. E por isso não surpreendeu o golo madrugador dos verdes e brancos – foi mesmo corolário desse domínio, marcado aos três minutos por Rafael Bessa a coroar com um tiro cruzado a assistência de Danilo Rampulla, no seguimento de outra jogada rapidíssima.
No entanto, ao contrário do que este golpe poderia causar na organização encarnada, a equipa de Edu Castro não desmobilizou e partiu sem demoras em busca do empate. Aos cinco minutos, dispôs de uma primeira oportunidade privilegiada (penálti), mas Zé Miranda não conseguiu bater Xano Edo. As águias estavam agora por cima no jogo e antes de o materializarem em golo, ainda desfrutaram de uma grande oportunidade, uma vez mais parada pelo guarda-redes leonino.
Todavia, Edo foi surpreendido logo a seguir pelo talento e oportunismo de Roberto di Benedetto, quando o internacional francês rodou por trás da baliza e meteu a bola pelo buraco da agulha, entre o poste o corpo do guardião. Foi golo que já não se vê muito - à antiga.
O Benfica estava imparável e deu a volta ao marcador em menos de dois minutos. Contra-ataque velocíssimo conduzido por Diogo Rafael em situação de um contra um e o jogador encarnado a preferir o remate de longe ao drible, atirando uma bomba ao ângulo da baliza, sem possibilidades de defesa para o guarda-redes leonino.
E dos 21 minutos, os encarnados chegaram ao terceiro. Mais um golo construído em lance por trás da baliza... Lucas Ordoñez recebeu a bola de Viti, que rodara nas costas de Xano Edo, e perante a oposição de um defesa do Sporting rematou em queda, em estilo acrobático.
O Benfica arrancou a segunda parte em ataque organizado, com a iniciativa de jogo. Edo Bosch pediu desconto de tempo: o treinador do Sporting tentava quebrar o controlo pelo adversário. Benfica procurava esgotar quase todo o tempo de ataque, apostando numa estratégia arreliadora para o rival de consumir todos os segundos possíveis. A formação leonina tentava marcar rapidamente o segundo golo para reduzir a desvantagem e ainda entrar na discussão do jogo.
Aos 16 minutos, golpe decisivo neste dérbi - o quarto golo benfiquista. Mais um de fino recorte técnico dos encarnados, agora por Gonçalo Pinto, a marcar na cara de Xano Edo após passe adocicado de Zé Miranda.
O Sporting dispôs logo a seguir de oportunidade de se relançar, mas Rafael Bessa deitou, literalmente, fora um penálti.