«Disseram-me que se não bebesse nem fumasse... poderia jogar no Real Madrid»
Radja Nainggolan, conhecido pela sua personalidade forte dentro e fora de campo, fez revelações sobre a sua carreira numa recente participação no podcast Sportium.fu. O médio belga, que atualmente representa o Patro Eisden, da segunda divisão da Bélgica, confessou que o seu estilo de vida foi um tema recorrente ao longo dos anos.
«Disseram-me que se não bebesse nem fumasse, poderia jogar no Real Madrid, mas sem o meu estilo de vida, não teria sido feliz e não teria rendido como rendi», afirmou o jogador, defendendo as suas escolhas pessoais.
Nainggolan recordou também a sua passagem pela Roma, destacando a intensa relação com o treinador Luciano Spalletti, agora na Juventus. O técnico italiano chegou a tomar medidas drásticas para controlar o jogador. «O treinador fechava-me em Trigoria à noite. Não me lembro exatamente porquê. Disse-me: 'Dorme aqui esta semana porque não quero que saias'», contou.
A vigilância era apertada, como descreveu o próprio Nainggolan: «Eu dormia no quarto ao lado, e todas as noites, até às 22h30, ele vinha ver como eu estava porque temia que eu fugisse». Curiosamente, o médio belga considera que a tática não resultou. «Mas depois joguei mal, teria sido melhor ele ter-me deixado ir», admitiu sem rodeios.
Apesar de guardar um carinho especial pela Roma, a sua saída do clube foi precipitada pela chegada do diretor desportivo Monchi. «Eu poderia ter ficado, mas depois chegou o diretor Monchi, que queria construir a sua própria equipa», explicou Nainggolan, que acabaria por se transferir para o Inter por 38 milhões de euros.
O belga não poupou críticas ao dirigente espanhol. «O génio sevilhano acreditava que podia construir uma equipa em Itália à sua maneira. Queria vender todos os jogadores de Sabatini. Quando soube, disse-lhe que seria eu a decidir para onde iria», revelou, acrescentando que a relação entre ambos se tornou insustentável. «Eu poderia ter ficado, mas disse-lhe que não conseguiria cumprimentá-lo todos os dias. Ele queria fingir que era um amigo», concluiu.
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