Benfica está a vencer a meia-final do play-off frente ao OC Barcelos por 2-0 (foto FPP)

Benfica vence Barcelos após prolongamento e está a um triunfo da final

Encarnados bateram fora os minhotos por 5-4 em jogo equilibrado e intenso, em que estiveram duas vezes em desvantagem por dois golos. Podem garantir qualificação na próxima partida, na Luz, na quinta-feira (dia 4)

O Benfica somou a segunda vitória sobre o Barcelos nas meias-finais do play-off do campeonato nacional de hóquei em patins, ao impor-se por 5-4 após prolongamento em partida realizada este domingo no pavilhão municipal da cidade minhota.

Sucesso das águias em duelo equilibrado e intenso, após terem estado duas vezes em desvantagem por dois golos, na primeira e na segunda partes, que as coloca em posição privilegiada de necessitarem de apenas mais uma vitória para garantirem a qualificação para a final. O que poderão fazer em casa, no jogo 3, na próxima quinta-feira, dia 4 (15h00).     

Apesar de a primeira situação de golo iminente ter sido do Benfica, num lance com dois remates, de João Rodrigues e de Zé Miranda, logo no minuto inaugural, foi o Barcelos a abrir o marcador, com um golo excecional de Carlitos (4’), na sequência de uma jogada em que atira à tabela de fundo, recupera a bola e de trás da baliza fez picadinha a bater Pedro Henriques. Os galos empertigaram-se e aumentaram a vantagem no minuto seguinte, por Miguel Rocha, após assistência de Carlitos. 

Arranque de jogo horrível dos encarnados, agravado quando Lucas Ordoñez viu cartão vermelho e recebeu ordem de expulsão (16’), devido a alegada cotovelada em Franco Ferrucio. Este lance foi expoente de uma fase de jogo de bastantes quezílias e em que as equipas acumularam faltas. Aos 17 minutos, o Barcelos cometeu a nona e décima infrações e sofreu consequente livre direto, que resultou em golo do Benfica, apontado pelo especialista em lances de bola parada, Pau Bargalló.

As águias relançaram-se na partida - que continuou a ser rijamente disputada, amiúde além dos limites no contacto físico -, e no último minuto da primeira parte chegaram à igualdade, por Roberto di Benedetto, com um remate forte de longe.

A segunda parte não foi menos intensa e exigente fisicamente. Aos 7 minutos, o Benfica beneficiou de segundo livre direto, após a 15.ª falta do Barcelos, mas Bargalló não teve a eficácia da primeira execução, permitindo a defesa a Guillem Torrents. Decorriam os mesmos 60 segundos e foi a vez dos minhotos terem oportunidade similar à dos encarnados (10.ª falta destes), mas Iván Morales não fez melhor do que o adversário, perante a oposição de Pedro Henriques.

Aos 9 minutos, Di Benedetto e Ferrucio viram o cartão azul, reduzindo ambas as equipas a três jogadores de pista, sem alterações no marcador. Estas, todavia, não tardaram e pelo Barcelos. Kyllian Gil (12’) colocou os anfitriões novamente em vantagem (3-2), a passe de Ferrucio, e no minuto seguinte, após a 15.ª falta do Benfica, Carlitos dilatou a contagem barcelense na transformação do correspondente livre direto.

A equipa de Edu Castro partiu, de imediato, em busca da segunda recuperação e conseguiu-a também com dois golos em minutos consecutivos. Primeiro por Bargalló, em segunda recarga a penálti cobrado por João Rodrigues e defendido por Torrents para a frente e que o internacional português ainda tentou emendar. Sem dar tempo para que o galo pudesse respirar, a águia chegou ao quarto golo, o terceiro de Bargalló, a devolver o empate ao jogo e a remetê-lo para prolongamento.

E foi igualmente de livre direto por acumulação de faltas (20.ª do Barcelos), que o Benfica alcançou a vitória, ao quinto minuto do tempo extra. Desta vez, não foi Bargalló, mas Zé Miranda, que fez o 5-4 final.   

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