Sporting vence por 2-0 nas meias- finais do play-off

Sporting vence FC Porto e reforça vantagem nas meias-finais do 'play-off'

Leões vencem por 2-0 os dragões no Pavilhão João Rocha. Vitória da maturidade competitiva. Sem necessitar de exibição brilhante, o Sporting foi mais eficaz nos momentos decisivos e exibiu férrea consistência defesiva. Fica a um triunfo de regressar à final

O Sporting conquista uma vantagem importante de duas vitórias nas meias-finais do play-off do campeonato nacional de hóquei em patins, ao impor-se ao FC Porto, por 2-0, no jogo 2 da eliminatória este sábado, no Pavilhão João Rocha. As meias-finais jogam-se à melhor de cinco, pelo que se o Sporting vencer a próxima partida — no Porto, dia 3, às 21h00 — apura-se para a final.

Há vitórias que valem mais do que o resultado final sugere. O 2-0 com que o Sporting derrotou o FC Porto no segundo jogo das meias-finais do play-off foi uma dessas. Não apenas porque colocou os leões a uma vitória da final, mas sobretudo pela forma como foi construído: com paciência, rigor defensivo e uma notável capacidade para controlar os momentos do jogo.

Num clássico que começou amarrado pelo respeito mútuo, as duas equipas demoraram a encontrar espaços. O duelo viveu-se entre as duas meia-pistas, num permanente exercício de vigilância táctica. O Sporting mostrava maior iniciativa, mas sem conseguir criar perigo, e o FC Porto aguardava pelo momento certo para acelerar.

Esse momento pareceu surgir aos 11 minutos. Carlo Di Benedetto apareceu em posição privilegiada para inaugurar o marcador, mas encontrou pela frente um inspirado Xano Edo, que poucos segundos depois respirou de alívio quando Telmo Pinto acertou no poste.

Foi o despertar de um jogo que ganhou velocidade e emoção. As oportunidades começaram a surgir junto das balizas, os remates multiplicaram-se e a intensidade subiu de tom. Faltavam apenas os golos.

E quando apareceram, foram decisivos. Aos 19 minutos, Facundo Bridge assumiu a iniciativa e disparou de longe. A bola ressaltou em Hélder Nunes e traiu Xavi Malián, no primeiro golo da noite.

O FC Porto ainda procurava reorganizar-se quando sofreu novo golpe. Apenas um minuto depois, Nolito ganhou posição na área e sofreu uma falta que originou grande penalidade. Chamado à marcação, Danillo Rampulla não vacilou e assinou o 2-0 com um remate potente e colocado. Em apenas sessenta segundos, o equilíbrio que marcara quase toda a primeira parte transformou-se numa vantagem confortável para os leões.

A segunda metade trouxe um FC Porto mais obrigado a arriscar, mas encontrou pela frente um Sporting maduro e organizado. Os verdes e brancos entraram melhor, criaram duas ocasiões claras e obrigaram Malián a intervenções de grande nível. Os dragões procuravam um golo que relançasse a discussão do resultado, mas a defesa leonina respondia sempre com eficácia. Quando a organização coletiva não bastava, surgia novamente Xano Edo.

Ao mesmo tempo, o Sporting continuava perigoso no contra-ataque. A equipa de Edo Bosch percebeu que não precisava de correr riscos desnecessários e foi gerindo a vantagem com inteligência. Com o relógio a aproximar-se do final, os leões passaram a controlar o ritmo através da posse de bola, esgotando ataques e retirando tempo ao adversário.

Nolito ainda dispôs de um livre direto que poderia ter encerrado definitivamente a discussão, mas o resultado não voltaria a alterar-se.

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