Benfica, SAD apresenta resultado positivo de €19,1 milhões
O Benfica comunicou esta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o resultado do Relatório e Contas referente ao exercício 2025/26 (1 de julho de 2025 a 30 de junho de 2026), com resultado líquido positivo de 19,1 milhões de euros. Trata-se do segundo exercício consecutivo com lucro e do terceiro nos últimos quatro anos, num cenário marcado pelo crescimento de receitas recorrentes, controlo de gastos operacionais e melhoria do resultado financeiro.
Resultado líquido e operacional
O resultado operacional atingiu €32,4 milhões, mantendo-se positivo pelo segundo ano seguido e pelo terceiro dos últimos quatro exercícios, com contributo relevante do resultado com direitos de atletas, que foi de 47,4 milhões de euros, com crescimento de 1,4% face ao período homólogo, impulsionado pela redução de encargos com intermediação, que representaram 3,9% das vendas brutas de direitos de atletas no exercício.
O resultado operacional atingiu €32,4 milhões, mantendo-se positivo pelo segundo ano seguido e pelo terceiro dos últimos quatro exercícios.
Receitas operacionais: matchday e TV
Os rendimentos operacionais sem direitos de atletas totalizaram 214,4 milhões de euros, uma redução de 7,0% face ao exercício anterior, que tinha registado o valor mais elevado de sempre. Esta quebra explica-se essencialmente pela performance desportiva na Liga dos Campeões e pela não recorrência de receitas associadas à participação no Mundial de Clubes da FIFA, que tinham influenciado fortemente o exercício transato, explicam os encarnados. Em contrapartida, as receitas recorrentes cresceram, com destaque para — Matchday: 45,2 milhões de euros, máximo histórico da Benfica SAD, com crescimento de 8,5%. Sobem as receitas de bilhética das competições europeias (+36,3%), das competições nacionais (+9,7%), dos bilhetes de época (+7,8%) e do Corporate (+4,8%); Televisão: 55,7 milhões de euros, novo recorde, com crescimento de 5,7% face ao período homólogo. A evolução resulta dos aumentos anuais previstos no contrato com a NOS e do crescimento das receitas da linha digital.
Gastos operacionais e controlo de custos
Os gastos operacionais sem direitos de atletas foram de 229,4 milhões de euros, com crescimento de apenas 1,2% face ao período homólogo, evolução praticamente explicada pelo aumento das imparidades. Registaram-se reduções nos gastos com pessoal e nos royalties relativos à marca Benfica, que em conjunto baixaram €2,5 milhões, superando o aumento de €1,9 milhões verificado em fornecimentos e serviços externos. O crescimento dos gastos manteve-se abaixo da inflação.
Os gastos operacionais sem direitos de atletas foram de 229,4 milhões de euros.
Resultado com direitos de atletas de €47,4 milhões
Fica explanado um crescimento de 1,4% face ao período homólogo. Esta variação decorre essencialmente da redução dos gastos com transações de direitos de atletas, nomeadamente dos encargos com serviços de intermediação, que representaram 3,9% do montante das vendas brutas de direitos de atletas realizadas no exercício.
Resultado financeiro e dívida
O resultado financeiro foi negativo em €10,6 milhões, mas melhorou 21,4% face ao período homólogo, numa evolução próxima da alcançada no exercício anterior. Esta melhoria resulta essencialmente da redução dos juros suportados, consequência da diminuição da dívida líquida e da obtenção de melhores condições de financiamento.
A dívida líquida fechou o exercício em 184,9 milhões de euros, uma redução de 6,1%.
A dívida líquida fechou o exercício em 184,9 milhões de euros, uma redução de 6,1% face aos 196,9 milhões do final do exercício anterior, mantendo a tendência de descida. Este valor corresponde a 56,9% dos rendimentos operacionais com direitos de atletas, indicador globalmente estável face aos 56,6% registados no período homólogo.
Ativo, passivo e capital próprio
O ativo totalizou €649,4 milhões, com crescimento de 9,9% face ao período homólogo, no 11.º exercício consecutivo de aumento. Este crescimento é principalmente explicado pelo aumento do valor do plantel registado em ativos intangíveis e pelo crescimento dos montantes a receber de clientes e outros devedores.
O ativo totalizou €649,4 milhões.
O passivo atingiu 513,9 milhões de euros.
O passivo atingiu 513,9 milhões de euros, com aumento de 8,2% face ao período homólogo, justificado pelo crescimento dos compromissos com fornecedores e outros credores e pelo aumento de outros passivos não correntes. Em sentido contrário, os empréstimos obtidos diminuíram €9,6 milhões, após já terem registado redução no período homólogo. No final do exercício, o passivo representava 79,1% do ativo, face a 80,3% em 30 de junho de 2025.
O capital próprio subiu para €135,5 milhões, um crescimento de 16,5% face ao período homólogo. Trata-se do segundo ano consecutivo de crescimento do capital próprio.