Matilde e José Mourinho
Matilde e José Mourinho

Benfica ou Real Madrid? Há outra voz para ouvir no futuro de Mourinho

Família reside em Londres, mas há um pilar essencial que tem peso em cada decisão da carreira do treinador. Renovar ou sair? Matilde ajudará escolher

José Mourinho, Rui Costa, Real Madrid. Treinador do Benfica, presidente do Benfica e clube de sonho para qualquer jogador ou técnico. A conversa, em público, tem envolvido apenas estas três frentes, mas há mais alguém, um pilar na vida de José Mourinho, que terá muito peso na decisão do treinador: a família e, particularmente, a mulher, Matilde, muito discreta, mas muitíssimo influente na vida pessoal e profissional do técnico de 63 anos.

A família Mourinho, mulher e filhos, reside em Londres, como o técnico já fez questão de referir, mas não passa, naturalmente, ao lado do momento e das possibilidades do técnico, do marido, do pai. No passado, a família Mourinho teve papel relevante em escolhas tão importantes e diversas como a decisão de aceitar um contrato de trabalho com o Tottenham ou declinar hipóteses tão aliciantes como a seleção nacional de Inglaterra ou o PSG.

A palavra final, naturalmente, é sempre de José Mourinho, que estará, todavia, a pesar junto das pessoas do círculo pessoal todas as opções disponíveis e que passam, neste momento, por trabalhar novamente no estrangeiro, independentemente de haver ou não Real Madrid no horizonte, ou continuar em Portugal, ao serviço do Benfica.

E continuar em Portugal significa um novo contrato. Rui Costa, presidente do Benfica, já sabe que o treinador quer renovar com as águias e saberá, muito provavelmente, que o vínculo existente, válido para a próxima temporada, não será suficiente para manter o português de 63 anos se este decidir partir —há uma cláusula no valor de €3 milhões que o permite fazer.

Terão, pois, por parte do Benfica, de ser apresentadas melhores condições, mais vantajosas a todos os níveis. Mais anos, mais garantias financeiras, mais amplitude do movimentos no momento de contratar jogadores, mais orçamento, tendo em conta o nível de jogadores a que José Mourinho está habituado.

A Liga dos Campeões terá, obviamente, peso relevante na ótica da SAD benfiquista, dado que uma coisa é fazer as contas com a prova milionária, ou com a perspetiva de lá estar, outra é fazer as contas sem ela — como, aliás, Nuno Catarino, CFO da Benfica, SAD, referiu recentemente.

Benfica e Mourinho têm, pois, reunião marcada para a segunda quinzena deste mês, para «continuar ou separar», como fez questão de alertar o técnico, mas quando chegar o momento de discutir o futuro, com o Benfica, com o Real Madrid ou qualquer outro interessado, então Mourinho estará totalmente convicto do que pretende e do que a família pretende.

A voz de Matilde, ou Tami, como é carinhosamente conhecida no círculo familiar, não é ouvida em público, mas já terá ajudado então José Mourinho a escolher o caminho para 2025/26.

Importa dizer que a relação com os benfiquistas não está esquecida e José Mourinho, sempre temperamental, também quer sentir os adeptos ao seu lado. Em Famalicão, no meio da revolta, foi cumprimentar os benfiquistas na bancada e recebeu de volta apoio, sobretudo, mas não podem ser ignoradas algumas reações de reprovação de quem sentia que a vitória não poderia ter escapado.

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