João Diogo Manteigas candidatou-se à presidência do Benfica nas últimas eleições — Foto: Miguel Nunes
João Diogo Manteigas candidatou-se à presidência do Benfica nas últimas eleições — Foto: Miguel Nunes

Benfica: Manteigas exige punição sem dó nem piedade do FC Porto e alerta para perigo de prescrição

Em causa condenação do FC Porto no caso dos ‘e-mails’

João Diogo Manteigas, candidato nas últimas eleições para a presidência do Benfica, pede coragem à Direção para responsabilizar o FC Porto, depois de o Tribunal Constitucional ter confirmado a condenação dos dragões por danos causados pela divulgação de correspondência privada no Porto Canal.

O advogado, numa publicação na conta do LinkedIn, escreve que «o criminoso que roubou informação ao Sport Lisboa e Benfica e a partilhou com o ex-diretor de comunicação do Futebol Clube do Porto» foi condenado a «quatro anos com pena suspensa». Assinala que «a indemnização que o Futebol Clube do Porto vai pagar ao Sport Lisboa e Benfica — 605.300,90€ acrescidos de liquidação de sentença — jamais cobrirá o dano causado» e acrescenta que «seria exemplar se a Fundação Benfica aplicasse esta quantia na promoção da integridade, responsabilidade e transparência no desporto com a Sport Integrity Global Alliance».

Manteigas alega que o Benfica «nunca se queixou do Futebol Clube do Porto ao Conselho de Disciplina da FPF» e «preferiu confiar num alegado inquérito disciplinar de 2017 contra a Porto SAD que, afinal, nunca existiu».

«Isto prova-se pela abertura do mais recente processo 73-2025/2026 de 21 de Março de 2026 contra a Porto SAD e o seu ex-diretor de comunicação», esclarece.

Para o advogado, «existe possibilidade de prescrição disciplinar a favor de um clube abusador que deve ser punido severamente, sem dó nem piedade».

«Pior só mesmo o atual presidente da Federação vir culpar, eventualmente, o próprio Sport Lisboa e Benfica, tal é a desfaçatez a que já nos habitou. Terá o Sport Lisboa e Benfica coragem para ir até ao fim e responsabilizar quem nos prejudicou direta e indiretamente? Nada, nem ninguém, poderá sair impune! Os sócios assim o exigem», rematou.