António Silva e Schjelderup celebram juntos
António Silva e Schjelderup celebram juntos - Foto: IMAGO

Benfica joga trunfos nas renovações: dinheiro e palavra de Marco Silva

Papel do treinador pode ser fundamental nos processos António Silva e Schjelderup

António Silva, que entra esta quarta-feira no último ano de contrato, e Andreas Schjelderup, que tem mais duas épocas de ligação, estão na ordem do dia da SAD encarnada, que pretende a renovação de ambos os jogadores, mas não está a ter sucesso. Há, todavia, um trunfo para jogar, uma cartada para usar e que dá pelo nome de Marco Silva.

O novo treinador dos encarnados quer manter os dois jogadores e pode ter influência significativa na decisão deles, com argumentos de ordem desportiva e humana. Financeiramente, como é natural e óbvio, a SAD liderada por Rui Costa terá de fazer o seu trabalho e acompanhar o técnico — já subiu inclusivamente valores —, mas no capítulo da importância, do peso na equipa, da transparência de decisões, então aí Marco Silva pode ser determinante.

São casos obviamente diferentes. António Silva, de 22 anos, é o mais urgente e envolve alguma mágoa com clube, e pessoas, pela forma como a carreira foi gerida internamente, mas também é, da dupla, o jogador que está mais próximo de Marco Silva. Técnico e futebolista estão a desenvolver ligação, o central vai começar a temporada como primeira opção e não haverá cartas escondidas, essa é garantia de parte a parte.

O técnico está atento ao desenrolar do processo, ambos são inclusivamente representados pelo mesmo empresário, Jorge Mendes, e a palavra de Marco Silva deve ser ouvida na SAD, que está a fazer um esforço suplementar, melhorando a proposta, no sentido de ir ao encontro das expectativas de António Silva, que pensará em verba próxima dos dois milhões de euros líquidos por ano em salários para assinar.

Schjelderup, por seu turno, está no Mundial mas já sabe que há alguém à espera dele para uma conversa, alguém que está a contar com ele e que vai fazê-lo sentir-se seguro em relação à carreira interna e ao progresso da carreira, que pode ser melhor com mais temporadas na Luz. Depois caberá ao internacional norueguês receber bem as palavras do treinador e pensar na renovação ou na saída.

Marco Silva, sabe também A BOLA, não defende uma revolução no plantel, mas quer contar com os melhores e a saída de Pavlidis foi travada. As palavras de Mário Branco, diretor geral, foram claras. Chegaram dois centrais, vai chegar um extremo, mas António e Schjelderup são importantes.

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