Benfica goleia FC Porto e ergue a Supertaça
Para quem o ama, o futebol é (quase) sempre bonito, mas quando o ambiente é familiar, mais belo se torna. Foi, precisamente, esse o espírito que se fez sentir no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu, que recebeu a Supertaça feminina, na tarde deste domingo.
A 11.ª edição da competição opôs o campeão nacional — Benfica — ao finalista vencido (diante das águias) da última edição da Taça de Portugal — FC Porto. Debaixo de muito sol, nas beiras, as mais premiadas foram as primeiras a levar calor à baliza adversária.
Aos 3’, Nycole Raysla estreou o campo dos remates, mas a bola saiu ao lado. Estava dado o mote. A vontade de levantar este troféu ficou, desde cedo, bem patente, depois de o terem falhado nas duas últimas épocas — em 2024 para o Sporting e em 2025 para o Torreense.
No entanto, e apesar de estarem a defrontar a equipa com mais participações nesta decisão (oito), as novatas — em estreia absoluta — lutaram muito e até foram as primeiras a gritar golo, mas... não valeu. Morgan Stone tinha marcado de cabeça, aos 8’, após um livre lateral batido por Maria Negrão, só que… o VAR concluiu que a marcadora estava em posição de fora de jogo — num lance que motivou muitas queixas dos portistas.
Nesta tarde de calor em Viseu, o balde de água fria só fez mesmo mal às nortenhas, que, desmoralizadas pela decisão da equipa de arbitragem, sofreram logo a seguir. Segundos depois da comunicação da juíza Filipa Cunha, Froya Dorsin — na estreia da norueguesa ex-Roma — abriu verdadeiramente a contagem (13').
Diz-se que um mal nunca vem só. Às do sul, todavia, poder-se-ia aplicar a expressão inversa. A turma de Ivan Baptista safou-se de boa, chegou ao tento e passou a dominar o encontro.
Mas, antes de se estabelecerem por completo na partida, as encarnadas ainda viram a vida andar para trás (33’), quando sofreram de penálti, por Fátima Pinto.
No entanto, o empate nem dez minutos durou. Aos 42’, Nycole Raysla aproveitou uma desatenção da defensiva adversária e voltou a pôr o Benfica em vantagem, dando o mote para o que viria a suceder na etapa complementar.
O terceiro tento das águias chegaria de penálti (56’), depois de Alice Reto fazer falta sobre Catarina Amado dentro de área. Marit Lund enganou Cora Brendle e sorriu.
Já o quarto chegaria dez minutos depois, quando Caroline Moller finalizou uma grande jogada que a própria começou. Com um passe delicioso, a dinamarquesa isolou Lúcia Alves pela direita e ainda foi finalizar o lance, após um passe rasteiro para trás da internacional portuguesa.
Do banco, saiu o quinto dos benfiquistas. Aos 81’, a recém-entrada Anna Csiki concluiu da melhor maneira um passe rasteiro de Chandra Davidson (que, tal como a colega tinha sido lançada ao minuto 73), já dentro da área.
A formação encarnada ergue a quarta Supertaça da sua história e passa a ser o recordista máxima nesta competição, ultrapassando o Sporting (três títulos).