Benfica e 137 milhões 'deitados à rua'
Com tranquilidade e calma espero por alguma coisa acontecer. A estrutura está a trabalhar e o Simão e o Mário Branco estão a trabalhar
José Mourinho, treinador do Benfica, antes do jogo com o Estoril, sobre o mercado
No verão, o Benfica gastou 137,8 milhões de euros em contratações. Nunca um clube português investira tanto numa única janela de mercado: 27 milhões em Richard Ríos, 27 em Sudakov (fora bónus, e por apenas 75 por cento do passe...), 22,8 em Ivanovic, 20 em Lukebakio, 15 em Barrenechea, 12 em Dedic, 9 em Dahl, 5 em Obrador.
Passados seis meses, José Mourinho desespera por reforços — pelo menos um extremo e um ponta de lança diferente dos que tem, com capacidade aérea.
Claro que há explicações para este aparente falhanço: os jogadores que chegaram teoricamente encaixariam nos planos de Bruno Lage, e não do novo treinador; e o Benfica também vendeu, e bem (Carreras por 50 milhões, Kokçu por 25, Akturkoglu por 22,5), por isso sentiu necessidade de substituir esses jogadores.
Há também uma inflação generalizada no mercado — jogadores que custam hoje 25 milhões custariam, há dois ou três anos, apenas 15. Mesmo assim, é difícil aceitar que com 137,8 milhões de euros gastos o Benfica esteja tão necessitado de reforços, e tão poucos dos jogadores que chegaram convençam (talvez Dedic?). Mas por 27 milhões não deveria o Benfica ter encontrado um médio melhor que Ríos? Ou um médio ofensivo melhor que Sudakov? O problema é José Mourinho, que é esquisito, ou foram 137 milhões, ou quase, deitados à rua?