Begraoui abre o livro: elogios ao Estoril, a força da Liga e o sonho por Marrocos
Yanis Begraoui, avançado do Estoril, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol As. O ponta de lança, terceiro melhor marcador do campeonato com 17 golos, afirmou que já foi comparado a Benzema e avançou com um sonho: representar a seleção de Marrocos no Mundial.
«Quando cheguei a Portugal, muita gente falava disto porque há semelhanças entre o meu futebol e o de Benzema», recordou. O avançado partilhou uma história dos tempos em que representou o Ajaccio: «Joguei um jogo pela equipa B contra o Lyon e marquei-lhes um hat trick. Toda a gente de Lyon me dizia: 'É o novo Benzema'». Além do francês, Begraoui disse admirar Harry Kane e confessou um gosto especial por Raúl. «Gosto dos avançados que jogam e não apenas finalizam», explicou.
Depois de passagens pela Ligue 1 e Ligue 2, a escolha por Portugal e pelo Estoril foi estratégica. «Portugal é uma liga muito competitiva, na qual muitos jogadores crescem e desenvolvem o seu futebol. O Estoril deu-me uma oportunidade importante e muita confiança desde o início», afirmou, não sem realçar um percalço à chegada ao clube: «O treinador queria-me, falei com ele e com o presidente, e no primeiro dia, quando cheguei, mudaram o técnico. Podes ligar ao teu agente e dizer: 'E agora?', ou podes começar a trabalhar, como eu fiz.»
Begraoui reconheceu o valor da liga portuguesa como uma plataforma de lançamento, com exemplos como Luis Suárez, Pavlidis, Samu e Gyokeres, como alguns dos avançados que se destacaram recentemente. «Muitos triunfaram aqui. Se consegues ser consistente nesta liga, significa que estás a fazer algo de bom», considerou, acrescentando que as boas prestações dos clubes portugueses nas competições europeias demonstram a qualidade do campeonato.
Quanto ao futuro, Begraoui mantém os pés na terra, mas não esconde a ambição. «Quero continuar a melhorar e a competir ao mais alto nível possível. Mas tento manter-me focado no presente», afirmou, revelando que, embora não estabeleça metas numéricas de golos, trabalha para conseguir «os máximos possíveis».
A nível de seleções, após ter representado a França nas camadas jovens, optou por Marrocos. «Foi uma decisão que veio da terra. Marrocos representa as minhas raízes e a minha família. A seleção nacional é uma grande honra para mim», justificou. Com o Mundial a aproximar-se, a convocatória é um objetivo claro: «Claro, é um sonho para mim. Mas o mais importante é continuar a trabalhar e a render bem no clube. Um dos meus grandes objetivos é marcar um golo pela seleção principal.»