Brandon Johns não falhou lançamentos de campo (9/9) e apenas não converteu um lance livre (4/5) Fotografia Sporting CP

Barrigada de 'papa' Johns

Com o campeão Benfica com menos dois jogos, Sporting assume a liderança da Liga Betclic à condição ao bater o Imortal. Poste dos leões brilha na quarta vitória consecutiva e oitava nas últimas dez partidas

Quando se atingiu o intervalo no Pavilhão João Rocha com o Sporting a liderar por sete (39-32), ficou na imaginação de qual seria o resultado caso o Imortal não tivesse falhado sete de nove lances livres e, mais do que o desastre da linha de três pontos (2/15), desperdiçado invariáveis lançamentos debaixo da tabela (12/24 L2) - alguns quase sem qualquer oposição -, em estranhas falhas defensivas dos donos da casa na área. Que o frio e falta de acerto com que as duas equipas iniciaram a partida não explicavam.

Só que os jogos não terminam à ida para os balneários e muito mesmo se ganham com ses… E quando se quer bater um candidato ao título e ainda por cima na casa deste, muito menos.

Por isso, com um arranque no início da 2.ª parte no construíram uma importante sequência de 10-1 (49-33), com 8 pontos de Francisco Amarante (10 pts, 3 res, 2 ass), os verdes e brancos lançaram-se para uma vitória por 83-64 (21-15, 18-17, 22-12, 22-20) na partida de abertura da 11.ª jornada da Liga Betclic, que marca o final da primeira volta da fase regular.

Desfecho que permitiu que o conjunto de Luís Magalhães, o qual leva quatro vitórias seguidas e oito em nove jogos, possa saborear, por algumas horas, o comando do campeonato. Isto porque o Benfica só entra em ação este sábado, ante o Vasco da Gama (18h15) e tem ainda o embate em atraso face ao Galitos do Barreiro, último da tabela. Além de levar vantagem no confronto directo quando, na 2.ª ronda, ganhou (66-103) em Alvalade.

Mas, se coube a Amarante fazer com que a diferença rapidamente derrapasse para 16 pontos — duas dezenas só aconteceu perto do fim (78-58) —, foi Brandon Jones (9 res, 4 ass, 2 rbl. 1 dsl), que acabou por destruir o adversário ao converter 9 dos seus 22 pontos, com 9/9 em lançamentos de campo, todos de 2 pontos, e 4/5 de lance.

Os algarvios mantiveram a aposta num jogo rápido. O Sporting, com mais opções, também não baixou de ritmo e foi tirando partido de falhas defensivas.

Isto depois de, no 1.º tempo, Diogo Ventura (13 pts, 3 res, 2 ass) ter sido vital para que os donos da casa nunca terem ficado em desvantagem.

No regresso dos balneários, o máximo que Keonte Kennedy (21), Niels Lane (9 pts, 7 res) e Trevond Barnes (8 pts, 9 res) lograram perturbar os lisboetas foi reduzir a 71-58, a 5.18m do apito final.

Curiosamente, o Imortal levou a melhor na luta das tabelas: 43-45, com larga diferença nos ressaltos ofensivos (11-20) e marcou mais em contra-ataque: 9-15. Mas a turma de António Pires conseguiu igualmente capitalizar mais em pontos após turnovers do adversário: 9-17; e nas segundas oportunidades após lançamento falhado: 9-11.