Ferran Torres marcou o primeiro golo do Barcelona frente ao Athletic Bilbao - FOTO IMAGO
Ferran Torres marcou o primeiro golo do Barcelona frente ao Athletic Bilbao - FOTO IMAGO

Barcelona goleia e está na final da Supertaça

Ao intervalo, a equipa de Hansi Flick já ganhava por 4-0 na primeira meia-final da Supertaça de Espanha. Um verdadeiro pesadelo para o Athletic Bilbao

MADRID - Não houve surpresa quanto ao vencedor da primeira meia-final da Supertaça de Espanha. Com o que não se contava era com o enorme desequilíbrio no jogo, nem com a contundente goleada com que o Bilbao foi severamente castigado pelo Barcelona que, como favorito à conquista do titulo, estará, no domingo, contra o Atlético ou o Real Madrid,  na grande final.

Havia um par de curiosidades para este jogo, uma a de ver em ação os dois extremos da seleção, Lamine Yamal e Nico Williams. Mas, afinal, os dois ficaram no banco de suplentes. A outra era a comparação entre Unai Simón, habitual titular da equipa nacional e Joan Garcia que, defendendo a baliza do Barça, tem vindo a mostrar ser um guarda-redes de enorme categoria, que merece a internacionalização. A balança inclinou-se claramente a favor deste, quase não teve que intervir, enquanto que o seu companheiro do Ath. Bilbao foi buscar a bola cinco vezes ao fundo da baliza.

O Athletic começou muito bem o desafio , tomou a iniciativa, aproximando-se com intensidade e descaramento da grande área contrária. Foi algo inesperado, mas que durou escassos dez minutos, o tempo que necessitou o Barcelona para reagir e assumir o controlo do jogo.

Balde e Raphinha começavam a ameaçar com rápidas incursões pelo lado esquerdo, as jogadas de perigo na área bilbaína começaram a repetir-se, até que Ferran abriu o marcador.

A partir daí surgiram os golos, uns atrás dos outros. Fermín fez o segundo, concluindo um centro de Raphinha, o sueco Roony Bardghji apontou o terceiro num grave erro de Unai Simón, depois foi a vez de Raphinha marcar um grande golo, tudo isto em pouco mais de um quarto de hora demolidor da equipa de Flick, que só passou por um pequeno susto quando, já perto do intervalo, Sunset mandou a bola à trave da baliza de Joan Garcia.

Chegou-se, pois, ao fim da primeira parte, com tudo mais que decidido, depois dum passeio militar do Barcelona e uma confrangedora exibição do Bilbao, pobre em jogo mas, sobretudo, em atitude, uma equipa pode perder porque o adversário é superior, mas o que não deve é entregar-se, não correr, nem lutar para desespero do seu treinador Ernesto Valverde que, por sua vontade, teria, ao descanso, substituído a todos os seus jogadores.

O segundo tempo não teve história, logo nos primeiros minutos Raphinha fez o quinto golo e, a partir daí, o Barcelona decidiu poupar esforços, baixar o ritmo, deixar correr o tempo, aproveitando Flick para dar entrada a alguns suplentes, entre eles Lamine Yamal que não marcou mas mostrou detalhes da sua enorme bagagem técnica.

Por parte do Bilbao, tudo na mesma, sem fazer nenhum esforço para, pelo menos, tentar melhorar a sua paupérrima imagem. A equipa fisicamente está mal, sem forças nem energia, falta-lhe amor próprio, vai-lhe ser difícil recuperar, moralmente, deste doloroso calvário pelo que teve de passar, disso se poderá aproveitar o Sporting quando, no final do mês, tiver de visitar o estádio de S. Mamés para disputar o último desafio da atual fase da Liga dos Campeões.

Na quinta-feira, no mesmo estádio, jogam o Atlético e o Real Madrid, o dérbi madrileno a milhares de quilómetros: o que ganhar defrontará o Barcelona na final.