Neneca no aquecimento do jogo com o Marítimo. -Foto: SANTA CLARA
Neneca no aquecimento do jogo com o Marítimo. -Foto: SANTA CLARA

Baliza do Santa Clara estreou nome com história no Brasil

Primeiro jogo de Neneca na Liga. No futebol herdou o nome do pai, que foi campeão brasileiro pelo Guarani e ídolo no Londrina e no Náutico

O jogo com o Marítimo ficará marcado na carreira de Hélio Miguel Júnior, Neneca no mundo do futebol. O apelido foi herdado do pai, já falecido, um antigo guarda-redes com nome no Brasil. Aos 23 anos, o filho fez a estreia na Liga pelo Santa Clara, esperando que seja o primeiro de muitos jogos a brilhar intensamente como o progenitor, que foi campeão brasileiro pelo Guarani, em 1978, e ídolo também no Londrina e no Náutico.

«Sinto-me lisonjeado por ter o nome dele, conseguir ter essa ligação de pai para filho. É muito bom. Mas não espero que o nome dele faça algo por mim. Sei que se eu não correr atrás dos meus objetivos, o nome dele não vai me levar para lugar nenhum», assinalou Neneca, em 2021, quando começou a se destacar nos sub-20 do Londrina.

A lesão muscular de Lucas França no desafio com o Benfica abriu a porta da oportunidade a Neneca para o encontro com o Marítimo e o guarda-redes mostrou-se afirmativo em não a fechar, assinando um punhado de defesas decisivas para manter a baliza dos açorianos limpa.

Antes, Neneca apenas tinha atuado na equipa principal do Santa Clara, na Taça de Portugal, tendo-o feito em três ocasiões em 2024/25, e outras tantas em 2025/26, épocas em que esteve nos Açores, por empréstimo do Cascavel. Nesta temporada, já vinculado definitivamente (até junho de 2030) ao emblema açoriano – que pagou 200 mil euros pelo passe – também foi utilizado na Taça de Portugal frente ao Mafra, e disputou um encontro na formação de sub-23, diante do Portimonense, na Liga Revelação, somando outro pela equipa B, no jogo com o Real, para o Campeonato de Portugal.

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