Atenção, Portugal: estrela dos EUA promete acabar com seca de golos
A dias de defrontar Portugal num particular, Christian Pulisic mostrou-se determinado em reverter a sua má fase e a da seleção dos EUA, apesar da pesada derrota por 2-5 frente à Bélgica, no passado sábado, em Atlanta. O jogador do Milan, que não marca pela sua seleção desde 19 de novembro 2024 (Jamaica nos quartos de final da CONCACAF), nem pelos italianos desde 2025, admitiu estar «desapontado» com a sua exibição, mas recusa-se a ceder ao pessimismo.
A seca de golos é uma preocupação que o levou a confessar ao selecionador Mauricio Pochettino: «Preciso de marcar». Contra a Bélgica, no entanto, o golo não apareceu, tendo mesmo desperdiçado algumas oportunidades claras. Uma delas, um remate de pé esquerdo aos 52 minutos, foi identificada por Pochettino como um dos momentos decisivos do jogo. «Normalmente, é uma jogada que finalizo», lamentou Pulisic, visivelmente exasperado.
Um minuto após a oportunidade falhada, a Bélgica marcou, e o jogo descontrolou-se. «Tenho de ser mais letal, sem dúvida, nesses momentos», reconheceu o jogador. Apesar da autocrítica, Pulisic mantém a confiança. «É frustrante para mim, tem sido uma fase difícil. Mas sinto-me confiante na forma como estou a jogar», afirmou. «Sinto-me bem e estou a criar oportunidades. Por isso, tenho de me manter positivo e continuar», apontou.
O selecionador Mauricio Pochettino, que descreveu a derrota como «dolorosa», partilha da tranquilidade do seu jogador. Quando Pulisic lhe falou da sua necessidade de marcar, a resposta do técnico foi clara: «Relaxa. Calma. De certeza que vais marcar, porque tens capacidade para isso». Pochettino já tinha afirmado anteriormente não estar preocupado com a falta de golos do avançado. «O Christian está a jogar. E, claro, não está a marcar; mas para mim, não se trata apenas de golos. Estou contente com o seu desempenho, com a forma como está comprometido com a equipa e com o tempo que está a jogar», explicou.
No último fim de semana, ao serviço do Milan, Pulisic fez a sua primeira assistência do ano civil. Pela seleção, no sábado, mostrou-se mais perigoso na segunda parte, quando passou a jogar numa posição mais central, trocando com Malik Tillman. «Foi bom durante algum tempo. Estivemos um pouco mais fluídos no início da segunda parte», comentou.
Pulisic não planeia mudanças drásticas na sua rotina. A estratégia é a mesma: recuperar fisicamente, analisar os erros e «lutar para conseguir um bom resultado e deixar isto para trás». O jogador acredita que a sorte pode mudar a qualquer momento, talvez já no próximo jogo contra Portugal. «Sei que a qualquer momento uma bola vai bater-me no joelho e entrar, e aí as coisas vão mudar. Por isso, não vou entrar em pânico. Mais vale agora do que no verão. As coisas vão mudar», concluiu com confiança.
Christian Pulisic (83 internacionalizações e 32 golos) é atualmente o quinto melhor marcador na história da seleção norte-americana, apenas atrás de Clint Dempsey (57), Landon Donovan (57), Jozy Altidore (42) e Eric Wynalda (34), e visto como a estrela da equipa e muitas vezes usando a braçadeira de capitão. Esta época, pelo Milan, de Rafael Leão, leva 10 golos e 3 assistências, mas todos na primeira metade da época.