As notas do FC Porto: surgiu uma estrela e Bednarek foi iluminado
Diogo Costa (6) — Passou a meia-hora inicial na maior, praticamente sem ter de intervir a não ser com os pés, mas aos 35' entrou em cena e com alguma dificuldade, quando foi disputar duelo aéreo com António Silva longe da sua baliza. Chocou com o benfiquista e largou a bola, mas tudo se resolveria sem prejuízo. A segundos do intervalo, então sim, bela defesa, evitando com o pé direito golo de Leandro Barreiro. Começou a segunda parte a trabalhar, segurando, aos 50', bola forte de Pavlidis. Aos 59', desviou com eficácia bola difícil de Sidny, meio cruzamento, meio remate, dois minutos depois levou um susto, pois estava estranhamente longe da baliza quando Aursnes tentou marcar de muito longe. Fábio Veríssimo fez, todavia, o sinal de que não tinha apitado. E ainda neutralizou bola de Tomás Araújo.
Martim Fernandes (6) — Começou em sofrimento, quando acertou em cheio com o nariz na cabeça de Sidny, ficanco no chão, a sangrar. Limpar o sangue da face foi uma constante durante o jogo e trocou várias vezes de camisola, mas nunca deu tréguas a Sidny e a quem apareceu. Sacrifício.
Thiago Silva (7) — Voltou a pisar um relvado português mais de 21 anos depois de ter estado em campo pela equipa B do FC Porto. Aos 41 anos fez a estreia na equipa principal perante um rival e perante o goleador número 1 do futebol nacional. Entendeu-se muitíssimo bem com Bednarek e raramente deu espaço a Pavlidis e companhia. Novato quarentão.
Kiwior (6) — Central adaptado a lateral-esquerdo, cumpriu a missão, mesmo lidando com Prestianni e não só. Não arriscou muito em termos ofensivos, mas disparou à baliza do Benfica aos 76', errando o alvo.
Froholdt (7) — Vertical, vertical, vertical, não joga para o lado ou para trás, conduzindo a bola no sentido da área do Benfica sempre que teve oportunidade. Foi assim que criou um bom lance de ataque aos 19', oferecendo a possibilidade de remate a Gabri Veiga e indo ainda à recarga, que Trubin defendeu. Esclarecido e com frescura física, acudiu o setor recuado quando o Benfica mais pressionou o dragão.
Pablo Rosario (7) — Bom jogador, bons pés, maturidade, tanto a meio-campo como depois no eixo defensivo. Raramente comete um erro ou é traído por precipitações, oferecendo tranquilidade e segurança à equipa. Aos 56' atirou de pé esquerdo, mas a bola foi fácil para Trubin.
Gabri Veiga (6) — O homem dos pontapés de canto serviu Bednarek e tentou a sorte ao minuto 19, mas Trubin defendeu. Mais tarde (39'), isolado por Samu, ainda fez um drible na área benfiquista, mas o remate não saiu como gostaria, errando o alvo. Boa primeira parte, mas dificuldades na segunda. Aos 59' preocupou-se mais com Prestianni do que com a bola, permitindo que o argentino ganhasse a frente e ainda cruzasse para a área, quase dando origem ao 1-1. Sairia pouco depois.
Pepê (7) — Só a velocidade do brasileiro, aos 26', poderia condicionar a fuga de Sidny para a baliza de Diogo Costa. Acompanhou o neerlandês e evitou que o adversário pudesse disparar à vontade, levando ao erro. Mas o brasileiro foi muito mais do que isso, foi talento e drible curto, esforço e generosidade quando foi preciso ajudar a defender o empate.
Samu (6) — Muito bem na posição de sacrifício, jogando de costas para a baliza, funcionando como um pivot para a equipa quando o Benfica forçava a primeira fase de pressão. O espanhol, aplicando o corpo e a experiência, saiu-se tão bem que garantiu mais do que uma situação de perigo para a equipa, tabelando com os colegas e deixando-os de frente para a baliza e para um meio-campo despovoado. Com um toque hábil, aos 39', isolou Gabri Veiga na esquerda. Pouco, ou nenhum, espaço para disparar à baliza de Trubin.
Borja Sainz (5) — Suor, nervo, alguns excessos com Prestianni, e uma boa ocasião aos 37', quando poderia ter desviado de cabeça ao segundo poste.Depois, aos 44', em boa posição, atirou para defesa de Trubin. Segunda parte menos enérgica, saiu aos 62'.
William Gomes (5) — Entrou aos 62' e entregou-se à luta. Menos talento, mais esforço.
Rodrigo Mora (5) — Entrou aos 62' e viu um amarelo em nome da equipa, derrubando Pavlidis quando o grego tentava a fuga. Pouca bola, alguma posse.
Alan Varela (5) — Entrou aos 76' e fechou a zona central.
Alberto Costa (5) — Entrou aos 76' e fechou o lado direito.
Eustáquio (-) - Entrou aos 88', sem tempo para sobressair.