João Pinheiro a fazer amigos...
A decisão do árbitro Pinheiro naquela situação foi realmente frustrante. Um árbitro com apenas dez jogos na Champions não deveria ter sido nomeado para um jogo tão importante.
Damien Comolli, administrador-delegado da Juventus, sobre a arbitragem do português no jogo contra o Galatasaray
Que a arbitragem portuguesa está debaixo de fogo não é novidade para ninguém — todas as semanas dois treinadores e quatro dirigentes surgem em público a criticar decisões, nalguns casos com razão, noutros nem por isso, mas não importa ter razão, importa é fazer barulho.
Que esse fogo sobre a arbitragem portuguesa se estenda ao resto da Europa é novidade desta semana, e a culpa é de João Pinheiro. Em Turim, no Juventus-Galatasaray da UEFA Champions League, o português expulsou Lloyd Kelly, central da vecchia signora, provocando a fúria do clube e dos adeptos.
Na verdade, a decisão inicial de Pinheiro foi mostrar o cartão amarelo — seria o segundo, o resultado era sempre a expulsão. O VAR, o polaco Tomasz Kwiatkowski, olhou para o lance e considerou que justificaria o vermelho. O juiz luso viu as imagens e concordou, mesmo que pareça um pouco forçado.
Com menos um jogador (como já tinha acontecido na primeira mão), a Juventus ainda conseguiu levar o jogo para prolongamento mas já não chegou ao apuramento. E há semana e meia, no jogo com o Inter, também fora vítima de uma expulsão controversa.
A decisão de Pinheiro não foi a pior, só que foi a última; e nas últimas semanas a Juventus foi eliminada da Champions, da Taça de Itália e na Serie A não ganha há três jogos... Lá como cá, importa é fazer barulho, tenha-se ou não razão.