Mikel Arteta assegurou história para o Arsenal na Champions ao eliminar o Sporting - Foto: IMAGO

Arteta após eliminar o Sporting: «Por isso somos a única equipa inglesa em prova»

Treinador do Arsenal elogiou a postura dos jogadores na segunda mão dos quartos de final da Champions

LONDRES – Apesar de ter ficado em branco pela primeira vez esta época em jogos da Champions, o Arsenal conseguiu o mais importante: manteve-se invicto e apurou-se para as meias-finais da competição. E não precisou de mais do que um 0-0 diante do Sporting.

- Que mensagem passou aos jogadores no final do jogo?

A minha mensagem para os jogadores foi de agradecimento pelo esforço e compromisso que demonstraram. Há muito trabalho por trás. Fizemos algo que nunca tinha sido feito, em 140 anos do nosso clube. Isso mostra a dificuldade do que conseguimos. Agora vamos ter duas noites mágicas, uma em Madrid e outra aqui, contra o Atlético, nas meias-finais.

Como estão os jogadores fisicamente depois deste jogo?

- Ver a forma como corriam para trás quando perdíamos a bola é incrível. Eu sei o que fazem os meus jogadores e é por isso que somos a única equipa inglesa na competição. Porque esta prova e um calendário assim exigem muito de nós. Não somos perfeitos, mas temos de valorizar o que estes jogadores fizeram porque eles merecem.

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- Antes do jogo, falou do fogo que queria ver nos jogadores. Viu-o?

- Vi a 100 por cento. Senti a vontade deles, sobretudo nos momentos de dificuldade, quando perdíamos a bola.  Vimos como estava Declan Rice, de rastos, na véspera do jogo, todos pensávamos que não tinha possibilidade de jogar, mas fez tudo para ajudar e fez os 90 minutos. Todos os jogadores fizeram tudo para dar o seu contributo.

- O que achou da exibição da equipa e o que o preocupa sobre ela?

- Temos de ser melhores do que o adversário e conseguimo-lo durante grandes períodos do jogo. Falhámos na finalização, mas fizemos muitas coisas bem. Nesta fase, o importante é a forma como competimos para ganhar títulos. É isso que vai definir o nosso momento.

- Este feito pode ajudar a encarar os desafios que aí vêm para o Arsenal?

- Sem dúvida. Chegar às meias-finais da Champions é um grande incentivo. É muito difícil, eu sei como o conseguimos e merecemos inteiramente. Agora vamos saborear.

- Porque tirou Gyokeres tão cedo?

- O jogo estava a pedir outra coisa, outro perfil de avançado, que se associasse mais, segurasse a bola, porque não havia espaço para correr. E o Kai Havertz dá-nos isso e deu-nos muita consistência.