Arouca: Seabra plantou na selva uma floresta (outra vez)
O ambiente vivido no reino do leão já não era o melhor, mas o Arouca de Vasco Seabra veio exasperá-lo ainda mais.
O Sporting até esteve a vencer 2-0 até ao minuto 81, no duelo do último sábado, mas os lobos viram que o terreno era fértil para plantar uma floresta na selva verde e branca e o encontro terminou 2-2.
Jose Fontán e Dylan Nandín lideraram a matreirice típica de uma matilha dentro de campo — o primeiro fazendo o 1-2 de grande penalidade aos 81’ e o segundo a sentenciar o resultado final aos 87’. No entanto, o grande cérebro da operação tem o nome de… Vasco Seabra.
Já é a segunda vez que o treinador de 43 anos trama Rui Borges, num momento conturbado dos lisboetas, que já tinham empatado na ronda anterior em Famalicão (1-1).
Recorde-se que a 15 de fevereiro de 2025, liderados pelo mesmo técnico, os arouquenses também foram empatar 2-2 ao reduto leonino, numa fase em que os da capital estiveram três jornadas sem vencer — FC Porto (1-1), Arouca (2-2) e Aves SAD (2-2). Todavia, nessa época (2024/25) o timoneiro mirandelense até acabou por ser campeão nacional.
Vasco Seabra voltou a apanhar agora um leão fragilizado e aproveitou. O homem do leme da formação da Serra da Freita tornou-se, assim, o treinador do Arouca que mais vezes (duas) fez estragos no Estádio José Alvalade, desempatando com Armando Evangelista que também lá foi empatar (1-1) em 2022/23.
O mister nortenho (natural de Paços de Ferreira) nunca venceu o Sporting, mas em nove confrontos já empatou quatro: além dos dois ao serviço do Arouca, fê-lo com o Moreirense (1-1, em 2020/21) e com o Marítimo (2021/22).