Vasco Seabra a dar indicações no Sporting-Arouca - Foto: Sérgio Miguel Santos
Vasco Seabra a dar indicações no Sporting-Arouca - Foto: Sérgio Miguel Santos
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Vasco Seabra: «Empurrámos o Sporting completamente para trás»

Treinador do Arouca afirmou que a sua equipa não merecia estar a perder por 0-2 ao intervalo e apontou que este empate foi mais mérito próprio do que demérito leonino

- Na primeira parte o jogo foi difícil, mas teve capacidade para reagir no segundo tempo.

- Na primeira parte, não merecíamos estar a perder por 0-2. A equipa teve muita personalidade, tivemos mais remates do que o Sporting na primeira parte, o que não é fácil em Alvalade. 11 para 11, com uma diferença de posse de bola significativa de 60% para 40%, mas estávamos a encontrar vários espaços para progredir e tentar ferir o Sporting. O primeiro golo é mérito do Sporting, porque o faz, mas também é demérito nosso, tal como no segundo golo. No segundo estamos completamente encaixados, mas com um nadinha de agressividade mais baixo do que habitual, mas temos uma oportunidade claríssima para podermos diminuir o resultado. Só conseguimos que a expulsão acontecesse porque fomos muito agressivos no início da segunda parte. Começámos a aumentar os nossos níveis de pressão e agressividade no meio-campo ofensivo e isso permitiu que a equipa recuperasse mais bolas. No momento em que há a expulsão, é no momento em que há uma recuperação de bola e o Debast já vem em recurso, fazendo a falta para vermelho. Não é qualquer equipa que, mesmo a jogar com menos um, carrega da maneira que nós carregámos no Sporting, porque empurrámos o Sporting completamente para trás. Estivemos instalados no meio-campo ofensivo, contra uma equipa muitíssimo bem treinada, com muitas individualidades de grande qualidade. Por isso, acho que é mais mérito nosso do que demérito do Sporting. Isso é que eu gostava de ver as pessoas reconhecerem, o mérito da minha equipa, dos meus jogadores que têm coragem, personalidade e que se desafiam a poderem combater nestes palcos.

- Lançou Rukaniva e Djouahra vem para uma zona interior, foi à procura de outras soluções ao intervalo?

- Sim, quisemos trazer o Ruka que é um jogador no um contra um forte. Rápido no corredor e enfrenta com qualidade. E quisemos trazer o Djouahra para dentro porque é um jogador muito criativo, refinado entre linhas, portanto sentimos que podíamos acrescentar no corredor esquerdo, principalmente porque quisemos trazer ainda mais para a esquerda e associar vários jogadores que têm uma grande qualidade técnica, como era o Ruka, o Djouahra e o Lebedenko para carregar-mos mais no corredor esquerdo. Tentámos desfazer a linha do Sporting através da não ida do Geny Catamo ou de podermos progredir através disso. E depois tentámos com a entrada do Brian [Mansilla] do outro lado para isolar mais o pé contrário dele para quando rodar estar mais sozinho e solicitar mais a área.

- O que diz esta pontuação à sétima jornada, sabendo que já defrontou FC Porto e Sporting?

- Diz que conquistamos pontos com muito suor, sacrifício, trabalho e muito espírito de equipa. Temos uma paragem, temos de recuperar alguns jogadores. Sabemos que temos um longo caminho pela frente, 11 pontos é uma boa marca, não vou negá-lo. Muito satisfeito pelos meus jogadores, mas queremos mais. Temos de trabalhar muito e continuar à busca de pontos.

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