Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense - Foto: Catarina Morais/Kapta+
Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense - Foto: Catarina Morais/Kapta+

«Aprendizagem é de modas e Farioli trouxe algo novo à Liga»

Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, após a derrota no Dragão frente ao FC Porto.

– O que faltou para levar pontos depois de ter estado a vencer?

– Antes de mais, quero enviar um grande abraço de melhoras para o Victor [Froholdt], em nome de todo o grupo do Moreirense, sobretudo do Liberato. Pelo que pude perceber o pior já tinha passado, esperamos que ele recupere rápido é um grande craque do nosso campeonato, faz falta e todos gostamos de o ver lá dentro.

– Foi um jogo difícil. Sabíamos que o FC Porto tem muita intensidade, conseguimos o mais difícil que é igualar a competitividade, ganhar duelos, primeiras bolas e segundas bolas. Sabíamos que não nos podíamos expôr em demasia, nem pressionar à maluca porque o FC Porto é uma equipa que está muito trabalhada para encontrar o homem livre, e se abríssemos íamos criar autoestradas para a nossa baliza. Ainda assim, podíamos ter arriscado um pouco mais na pressão porque estávamos a ter sucesso, os centrais do FC Porto estavam um pouco confusos com a nossa estratégia. 

– Pelo que fez aqui, acha que o Moreirense merecia mais?

– Não vou dizer se o resultado é justo ou injusto, porque o FC Porto ganhou. Mas quando temos as nossas oportunidades de golo e não os fazemos e ainda vamos oferecer golos, fica complicado. Eu disse isto aos jogadores. 98 por cento são só elogios, mas os outros dois por cento são o que faz a diferença entre ter sucesso ou não, porque são erros inaceitáveis a este nível.

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– Ainda com o jogo em 0-0 vi que um lance do Parsemain o deixou muito irritado por ele não ter rematado à baliza.

– Sim, mas não quero individualizar porque não foi só ele. Até ao intervalo tivemos mais situações claras para fazer o golo. Depois cometemos erros que já tínhamos corrigido, porque já as tínhamos visto em Arouca e foram fragilidades nossas. E há coisas que continuam a acontecer. Temos uma equipa jovem, mas eles têm qualidade. Não gostando de vitórias morais, porque saímos daqui com zero pontos e gostamos é dos três, nem sequer é do pontinho, levamos daqui a crença de que somos capazes e temos qualidade.

– Goleada sofrida com o Arouca foi importante para a equipa crescer?

– Sim. Nessas alturas, ou crescemos, ou ficamos encostados ao insucesso. E isso não é essa a nossa forma de estar. A aprendizagem é de modas. O mister Farioli trouxe algo novo que é uma dimensão muito física à Liga, quase todas as equipas estão com uma grande preocupação em olhar para a dimensão física dos jogadores contratados e nós temos de nos adaptar. Temos de ser competitivos para conseguir ganhar. 

– O Moreirense vai conseguir ser competitivo e olhar o Benfica nos olhos?

– Sem dúvida que sim. A prioridade é descansar, não estamos habituados a jogar de três em três dias, mas olhamos para isto como um desafio e gostamos disto. Vamos olhar para o jogo e tentar os três pontos.

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