António Nobre assinou noite tranquila e positiva em Alvalade - Foto: MIGUEL NUNES
António Nobre assinou noite tranquila e positiva em Alvalade - Foto: MIGUEL NUNES

Apenas um erro no Sporting-V. Guimarães: a análise de Pedro Henriques

Golos no limite do fora de jogo, onde o VAR ajudou na validação de um deles. Nas áreas tudo certo. António Nobre falhou apenas num lance...

7’ Sola. Diogo Sousa entra com o seu pé esquerdo, de sola e de pitons, de cima para baixo, acertando na perna/canela esquerda de Daniel Bragança. Uma entrada negligente, só para cartão amarelo, acaba por ser um contacto rápido e a raspar, ou seja, sem força excessiva.  

9’ Em jogo. No momento do passe cruzamento de Pedro Gonçalves para Luís Suárez, este estava em jogo (12 cm), no lado esquerdo da área vitoriana, antes da assistência para a finalização de Gonçalo Inácio, que estava atrás da linha da bola. 

19’ Coxa. Na área leonina, depois do desvio de pé esquerdo, por Miguel Nogueira, a bola foi à coxa direita de Maxi Araújo, subindo e de ressalto resvala junto ao braço direito que esta ao longo do corpo, junto e encostado e sem volumetria. Tudo certo sem motivo para penálti. 

30’ Cartão amarelo mostrado a Noah Saviolo, por uma entrada fora de tempo, negligente sobre Zeno Debast, na ocasião ao não parar o seu movimento foi acertar com o seu joelho na zona da perna e joelho do defesa belga leonino. O árbitro deu a lei da vantagem e só advertiu o jogador vitoriano, na interrupção de jogo seguinte.

POSITIVO

Deixou jogar, como consequência, as poucas faltas assinaladas (20), o tempo útil de jogo (60%), o VAR (reverteu o golo anulado). 

39’ Pisão. faltou mostrar cartão amarelo para Tony Strata que entrou de frente, pisando com o seu pé direito, de sola e com os pitons, o peito do pé direito de Luís Suárez, uma infração enquadrada nas entradas negligentes, que deveria ter sido sancionada disciplinarmente. 

45’ Foi dado um minuto de tempo extra, recuperação de tempo perdido, que foi escasso para as incidências do jogo, pois houve dois golos e um cartão amarelo.

NEGATIVO

O tempo extra adicional, tecnicamente designado de 'recuperação de tempo perdido' e que foi escasso em ambas as partes do jogo. 

45+1’ Legal. o assistente invalida o golo dos leões, mas o VAR, com base na tecnologia das linhas do fora de jogo, reverte a decisão inicial é válida, pois no momento do passe de Zeno Debast para Maxi Araújo, este estava em posição legal (8 cm). O árbitro ao reverter, verbalizou a sua decisão. 

60’ Cartão amarelo bem mostrado a Thiago Balieiro, pois com a sua perna direita, tocar e rasteirar a perna esquerda de Geny Catamo, numa entrada fora de tempo e negligente e em simultâneo uma falta tática pois destruiu a possibilidade de saída em contra-ataque.

61’ Sem fora de jogo. Dois momentos de análise a uma possível infração ao nível do fora de jogo, primeiro no passe para Pedro Gonçalves, em jogo por (56 cm) e depois no momento do passe/assistência deste para Luiz Suárez, que está atrás do penúltimo adversário. 

65’ No golo anulado a Eduardo Quaresma, na construção da jogada quando a bola é passada de Geny Catamo para Maxi Araújo, este está claramente adiantado em relação ao penúltimo adversário, bem o assistente que esperou que a jogada terminasse para depois levantar a bandeirola (cumpriu o protocolo).

90’ Foram dados apenas três minutos de tempo extra, o que foi mesmo muito pouco para as incidências do segundo tempo onde houve seis paragens para substituições, onde entraram oito jogadores, três golos e um cartão amarelo, o tempo correto seriam de seis minutos.

Relembro que esta competição, tem como critério de desempate os golos, quer marcados quer sofridos, assim como há um prémio para o melhor marcador, por isso, o tempo extra tem de ser rigoroso, não compete ao árbitro reduzir esse mesmo tempo, só porque há um resultado desnivelado e um vencedor do jogo já encontrado. Nas leis de jogo, na parte que fala do protocolo VAR, mais concretamente na página 151, o texto fala, quando é que um árbitro no que diz respeito ao apito e o assistente no que diz respeito à sua bandeirola, deve retardar ou esperar, e tudo isto a propósito, dos vários lances de golo, onde o assistente deixou a jogada ir ate ao fim e só depois assinalou o fora de jogo “… se um arbitro assistente retardar o sinal de bandeira numa infração, ele deve levantar a mesma no caso de ocorrer um golo, penálti, canto, livre ou lançamento a favor da equipa atacante ou esta manter a posse de bola apos o termino do ataque inicial …” e tudo isto para que em caso de erro o VAR possa intervir e reverter um eventual erro de análise.

NOTA FINAL: 7

A iniciar sessão com Google...