António Silva
António Silva - Foto: IMAGO

António Silva e Umeh: pressão do Benfica aumenta com St. Gallen à porta

Incerteza no eixo da defesa para entrada em cena na Europa. Jogo com o Flamengo correu mal e português está na porta de saída, mas poderá ter de ir a jogo por falta de alternativa. Plano B avança com Kaminski

A equipa do Benfica para o jogo com o St. Gallen, na Suíça, de dia 23, parece estar praticamente definida e não andará muito longe daquela que iniciou a partida com o Flamengo, no Algarve — Trubin; Bah, António Silva, Lenglet e Dahl; Barreiro e Barrenechea; Rafa, Sudakov e Umeh; Pavlidis.

O jogo com os brasileiros (1-2), todavia, correu mal, com fragilidades defensivas a vários níveis, que deixaram marcas. Particularmente em António Silva, diretamente associado aos golos de Samuel Lino e Wallace, mas não só, pois Lenglet também não encheu as medidas e as laterais não funcionaram como seria de desejar.

As responsabilidades podem ser repartidas por outros jogadores e setores, o próprio meio-campo esteve longe de ser brilhante, mas é sobre António Silva que cai a maior parte da frustração.

O central ficou ligado aos golos, mas também ajudou Lenglet e Dahl em momentos delicados. O capitão de equipa sentiu-se isolado e o ambiente pesado em seu redor pode conduzi-lo à porta de saída: está a ser negociado com o Bournemouth, mas não é processo para se resolver em poucas horas e há jogo importantíssimo dentro de 8 dias.

O primeiro compromisso oficial de Marco Silva, novo treinador das águias, primeira mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, está mesmo à porta e a pressão subiu inesperadamente.

O técnico terá de continuar a trabalhar com a dupla António Silva/Clément Lenglet, mesmo que o ambiente em torno do português não seja o ideal, e mesmo que chegue uma alternativa, com a contratação de central, o tempo escasseia. Dificilmente um novo jogador estaria preparado para entrar de rompante em jogo de tamanha responsabilidade, sem conhecer rotinas da equipa, sem conhecer companheiros.

Tomás Araújo continua de férias pós-Mundial, ao passo que Gabriel Índio ainda nem sequer completou os 18 anos, precisando de experiência.

A lesão de Jaden Umeh é outro foco de preocupação, porque se perde por um mínimo de três meses jovem prometedor e também porque o extremo irlandês de 18 anos era escolha para o lado esquerdo. Não havendo Umeh, deve avançar Kaminski, acabado de chegar de férias e de estrear. Ainda está, claro, longe do ideal.

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