António Miguel Cardoso despede-se do V. Guimarães: «Deixámos o clube mais forte»
António Miguel Cardoso emitiu, esta segunda-feira, uma nota de Imprensa em tom de despedida do Vitória de Guimarães, depois de ter deixado a presidência dos vimaranenses.
O agora ex-líder máximo dos conquistadores, que foi sucedido por Rui Rodrigues, numas eleições às quais não se candidatou, destaca o fim de um «ciclo de quatro anos e meio», que começou num «contexto difícil».
«Terminou um ciclo de quatro anos e meio de enorme exigência, dedicação e compromisso com o Vitória Sport Clube. Estando agendado para quinta-feira o final do mandato na administração da SAD, entendo que este é o momento propício para me despedir e fazer um balanço da minha presidência. Assumi funções num contexto difícil, com um passivo elevado, sem direitos televisivos e com desafios estruturais profundos, e saio com a convicção de que deixámos o Clube mais forte, mais valorizado e mais preparado para o futuro», enaltece.
«Sob a minha Direção, o Vitória SC alcançou os melhores resultados desportivos de sempre e um acumulado positivo dos resultados financeiros da SAD (não entrando nesta contabilidade as amortizações respeitantes a um negócio fechado com o FC Porto pela anterior administração). O clube concretizou três apuramentos europeus consecutivos, o recorde de nove vitórias seguidas numa prova da UEFA e uma verdadeira aposta na formação, sustentada por um modelo claro de crescimento e valorização dos nossos atletas. O segundo mandato foi curto, mas foi amplamente compensador pelas subidas de divisão da equipa B e da equipa sénior feminina e pela conquista da Taça da Liga», acrescenta António Miguel Cardoso, antes de abordar o falhanço na temporada transata.
«Falhado um novo apuramento europeu na época passada, na sequência de uma época muito marcada por sucessivos erros de arbitragem a prejudicar a nossa equipa, tivemos de dar início a um novo ciclo desportivo que permitisse ao clube manter-se estável financeiramente. Para esta época, a estratégia passava por investir numa equipa muito mais jovem, o que permitiria pagar contas com as vendas de alguns desses ativos, e essa aposta revestiu-se de sucesso do ponto de vista financeiro, para lá do facto de o clube ter conquistado o terceiro troféu nacional da sua história», frisa.
«O Vitória SC precisa de estabilidade, ambição e união, sendo recomendável que os sócios permitam que a nova Direção siga o seu caminho», escreve ainda o antigo presidente dos vitorianos, que ocupava o cargo desde março de 2022.