Angélica André    Fotografia Simone Castrovillari/FPN
Angélica André Fotografia Simone Castrovillari/FPN

Angélica André em 11.ª no Europeu de Paris

De regresso às grandes competições depois de uma longa parage por lesão, olímpica do FC Porto foi a melhor classificada entre os quatro nadadores portugueses que disputaram as provas de 10 km no rio Sena, na capital francesa

Com a prova a voltar a ter o rio Sena como palco, tal como acontecera nos Jogos Olímpicos de 2024 em que esteve presente, Angélica André (2.08,41;7h) terminou, esta terça-feira, na 11.ª posição nos 10 km em águas abertas dos Europeus de Paris-2026, com Mafalda Rosa (2.08,50;5) a concluir no 14.º lugar num total de 28 nadadoras que chegaram ao fim entre 32 participantes.

Medalha de bronze nesta prova nos Mundiais de 2024 e nos Europeus de 2022, a experiente nadadora, de 31 anos, terminou a corrida em 2:08.41,7 horas, enquanto Mafalda Rosa, sétima nos Mundiais de 2025, gastou 2:08.50,5.

Depois de ter sido bronze nos Jogos franceses, então numa prova que causou bastante polémica devido à poluição existente na água e que até levou alguns dos nadadores ao hospital, a italiana Ginevra Taddeuci sagrou-se campeã europeia pela primeira vez, com 2,07.49;9h, seguida 9,7 segundos depois pela húngara Viktoria Mihalyvari-Farkas e com a também italiana Linda Caponi a bater na tábua da meta passado 13,5s após a compatriota. Para Taddeuci esta foi a sua segunda medalha nos 10 km num campeonato da Europa, após ter sido prata em Roma-2022 e Stari Grad 2025.

«Foi uma boa prova. Vim a este Europeu à espera de fazer um bom resultado, sabendo que era difícil alcançar o pódio, pois esta foi uma época bastante complicada e exigente. Aliás, há dois meses havia a hipótese de nem vir competir… Mas quis aproveitar a prova ao máximo, sempre com atitude e garra, tendo como objetivo chegar sempre no grupo na frente e foi um 11.º lugar a chegar quase, quase, no grupo, por isso, considero que foi muito bom. Para o ano continuamos o trabalho e esperamos que seja cada vez melhor», disse Angélica André, que já foi bronze na distância nos Mundiais de 2024 e nos Europeus de 2022.

Depois de passar a meio da distância na 17.ª posição, Angélica chegou ao 10.º lugar aos 7,5 quilómetros. Já na parte final, voltou a entrar no top 10 na passagem dos 9,4 quilómetros, antes de cortar a meta na 11.ª posição.

Mafalda Rosa Fotografia Simone Castrovillari/FPN

Por seu lado, Mafalda Rosa considerou que «foi uma prova bastante tática, porque havia muita corrente, mas senti-me bem». «Andei no grupo da frente e fiz uma boa parte final. São bons indicadores para provas futuras. Agora a prioridade é recuperar e preparar-me para o knockout», considerou após ter andado na 9.ª posição aos 5 km, a 6,6s do grupo da frente e só se ressentido do esforço na parte final, ainda que tenha subidos duas posições no derradeiro quilómetro.

Mafalda , que foi 7.ª nos Mundiais de 2025, regressa sexta-feira às águas do rio Sena, para disputar o sprint de eliminação de 3 km, tal como Diogo Cardoso, que na quarta-feira ainda nada os 5 km juntamente com Francisco Amaral.

Ambos competiram igualmente hoje na prova masculina de 10 km, a qual concluíram em 22.º (1.57,13;6h) e 29.º ugar (2.05,41;6), respectivamente, entre os 31 nadadores que concluíram a prova ganha pelo alemão campeão olímpico em Tóquio-2020 Florian Wellbrock (1.55,18;3), que teve ao lado no pódio o húngaro David Betlehem (1.55,20;5) e o germânico Oliver Klemet (1.55,24;8). De fora, em 4.º, ficou o multicampeão olímpico e mundial italiano Gregorio Paltrinieri (1.55,34,8).

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