André Silva
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André Silva: «Regresso ao FC Porto foi a decisão mais emocional da minha carreira»

Avançado português de 30 anos explicou a mudança do Elche para o seu clube de formação, este verão, e recordou os anos de sucesso na Alemanha e... na Champions

De volta ao FC Porto aos 30 anos e com dois golos marcados em seis jogos oficiais neste início de temporada, André Silva acredita que esta decisão, a «mais emocional» da carreira, foi a correta. Em entrevista ao jornal alemão Kicker, o avançado português voltou a justificar este regresso.

«Foi a decisão mais emocional da minha carreira e a mais difícil, se a analisarmos apenas de forma racional. O FC Porto é o clube do meu coração. Cresci aqui, a minha família também, e foi aqui que comecei a jogar futebol. Esse foi sem dúvida o fator mais emocional», começou por dizer, admitindo que a UEFA Champions League foi aliciante.

«Sim, claro. Mas mesmo que o FC Porto não estivesse na Liga dos Campeões, continuaria a ser o clube que mais significa para mim», garantiu, afirmando que não foi o único motivo e apontando a balanças as redes novamente na competição (leva 10 golos e 7 assistências em 28 jogos).

«Conto sempre com essa possibilidade. Mas temos de trabalhar e mostrar que temos nível para isso. 28 jogos e 10 golos são números aceitáveis, ainda que talvez não pareçam muito impressionantes. Hoje em dia há jogadores como Kylian Mbappé ou Erling Haaland que colocam a fasquia muito alta. O meu objetivo é sempre superar-me, dar o máximo de mim. E acredito que a Liga dos Campeões é um dos melhores palcos para conseguir fazê-lo», apontou.

«A Liga dos Campeões é o lugar onde o FC Porto deve estar. Mas é preciso merecer essa presença, sobretudo porque os adeptos a exigem. Não gosto de impor limites. Quero sempre atingir os objetivos mais altos. Naturalmente não somos favoritos. O FC Porto venceu a competição duas vezes, a última em 2004. Em termos financeiros e de investimento não estamos ao nível de alguns clubes, mas podemos competir com eles em vontade, espírito de luta, determinação e intensidade», referiu.

«Mostrei realmente aquilo de que sou capaz»

Sobre a sua passagem no futebol alemão, André Silva guarda esses anos com muito carinho. «Passei grande parte desse período na Alemanha e um dos melhores anos da minha carreira foi em 2020/21, no Eintracht Frankfurt. Foi uma pena termos falhado por pouco a qualificação para a Liga dos Campeões, mas guardo recordações muito boas. Quanto ao Leipzig, era um clube com grande capacidade financeira e jogadores de enorme qualidade. Foi fantástico disputar a Liga dos Campeões lá», admitiu, elegendo Frankfurt como o clube favorito na Alemanha.

«Tive bons momentos em todos, mas o Frankfurt ocupa um lugar especial. O Eintracht foi um clube muito especial para mim. Senti-me sempre muito bem recebido e acredito que deixei a minha marca lá. O Frankfurt produziu excelentes jogadores nos últimos anos e, apesar das muitas mudanças, o clube tem conseguido montar equipas muito boas. Estou convencido de que voltará a alcançar grandes resultados», garantiu, deixando elogios ao ex-treinador Adi Hutter.

«Ele faz parte daquela fase muito especial da minha carreira. As minhas memórias estão ligadas ao trabalho dele. Também ele desfrutou bastante daquela época, pela equipa que construiu e pela temporada que realizámos. Creio que se sente muito feliz em Frankfurt e sempre se sentiu muito bem lá», disse, negando que houve proposta para lá voltar há uns anos.

«Não, não. Houve uma altura em que talvez existisse a possibilidade de regressar, mas foi apenas um momento passageiro. Nessa altura, já tinha dado a minha palavra a outro clube e por isso não aconteceu. Mostrei realmente aquilo de que sou capaz. Deixei a minha marca em Frankfurt. Fui o jogador que marcou mais golos numa só época da Bundesliga pelo clube, um recorde difícil de bater», concluiu.

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