Ancelotti concedeu entrevista e abordou ausência de Neymar dos convocados - Foto: IMAGO
Ancelotti concedeu entrevista e abordou ausência de Neymar dos convocados - Foto: IMAGO

Ancelotti revela quatro vagas em aberto para o Mundial e admite regresso de Neymar

Selecionador do Brasil diz que convocatória para a prova que se disputa no verão está praticamente fechada, destacando alguns jogadores importantes

Carlo Ancelotti revelou que a convocatória para o Mundial está praticamente fechada, restando apenas quatro vagas. O técnico italiano não descartou ainda um possível regresso de Neymar à seleção do Brasil, em entrevista ao programa Galvão FC.

O selecionador abordou o momento atual da seleção canarinha, a construção do plantel para a competição e as transformações no futebol mundial. Questionado sobre os jogadores em quem mais confia, o treinador preferiu não se comprometer com uma lista exaustiva para não omitir nomes importantes, mas destacou o bom ambiente no grupo.

«Vou falar de Marquinhos, Gabriel, Alisson, Casemiro, Vinícius, Raphinha, João Pedro, Matheus Cunha, Estêvão, jovens como Andrey Santos... Todos os jogadores que, neste meu primeiro ano aqui, estão a sair-se muito bem, e estou muito contente e confiante para o Campeonato do Mundo», afirmou o experiente técnico italiano, de 66 anos.

Confrontado por Galvão Bueno sobre o número de vagas em aberto, considerando os 18 nomes já garantidos e a recuperação de três jogadores lesionados (Militão, Bruno Guimarães e Estêvão), Ancelotti confirmou que, caso Neymar convença, restarão apenas quatro lugares.

«Sim, quatro vagas. Nesse sentido, temos muitas dúvidas. Por isso, nesta convocatória chamei jogadores novos que ainda não conheço muito bem», explicou, acrescentando que as incertezas se prendem com «um jogador na defesa, um par no meio e um par na frente», devido à elevada concorrência e qualidade disponível.

O ex-timoneiro do Real Madrid identificou a principal carência da equipa na posição de lateral, uma área onde o Brasil historicamente produziu talentos como Cafu e Marcelo. «Agora há um pouco de carência, também a nível de jovens», admitiu, embora tenha elogiado o desempenho de Wesley na Roma.

Para colmatar esta lacuna, Ancelotti não hesita em adaptar defesas-centrais à posição. «Não tenho problema em colocar um central a jogar como lateral. A coisa mais importante da equipa é o equilíbrio», defendeu, explicando que um extremo forte no ataque dispensa a necessidade de um lateral igualmente ofensivo. O técnico mencionou que Militão já desempenhou bem essa função contra o Senegal e que Ibañez será testado na próxima convocatória.

Sobre o potencial de Vini Jr. para ser decisivo no Mundial, Ancelotti mostrou-se confiante: «Acho que sim. Por sorte, não é só um que pode decidir», referindo também a qualidade de Raphinha e Estêvão. «Creio que o Vini vai fazer um grande Mundial», projetou.

O treinador italiano sublinhou ainda a importância de adaptar o sistema de jogo às características dos jogadores, defendendo um esquema com quatro avançados para potenciar o talento ofensivo do Brasil. «É muito importante manter o ADN da Seleção, e o do Brasil é, obviamente, talento, energia e alegria», concluiu, comparando a identidade do futebol brasileiro à energia, arte e organização do Carnaval.

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