Samuel Lino tem sido peça de destaque no Flamengo (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Ex-Gil Vicente é surpresa na revolução de Ancelotti

Selecionador anunciou a convocatória para os particulares com a Austrália e a Índia, após fechar ciclo com o Mundial 2026

O selecionador Carlo Ancelotti anunciou esta quarta-feira a lista de 26 convocados para os jogos particulares do Brasil contra a Austrália e a Índia, marcando o início de um novo ciclo após o Mundial 2026. A convocatória destaca-se pela inclusão de dez estreantes, incluindo Samuel Lino (ex-Gil Vicente e do Flamengo), igual número de jogadores a atuar no Brasileirão.

Esta é a primeira lista do técnico italiano após a eliminação do Brasil nos oitavos de final do Campeonato do Mundo frente à Noruega. Como já se esperava, Ancelotti aproveitou a oportunidade para iniciar um processo de renovação, focando-se na observação de novos talentos, especialmente os mais jovens.

«Esta é uma lista equilibrada, com jogadores que estiveram no Campeonato do Mundo. Vai ser importante para a próxima geração», afirmou Ancelotti em conferência de imprensa, sublinhando a aposta em atletas com potencial para o futuro da seleção. «Temos jovens que têm qualidade para representar o futuro da seleção nos próximos anos. E temos também jogadores que estão a atuar muito bem no Brasileirão. Temos de priorizar jovens que terão idade para o próximo Campeonato do Mundo, ou a próxima Copa América. Temos de formar um novo grupo para a seleção», explicou.

A forte presença de jogadores do Brasileirão, com o Corinthians a ser o clube mais representado com três atletas, foi justificada pelo selecionador com o momento de forma dos jogadores. «Agora, alguns jogadores do Brasil estão em melhor condição física, porque o campeonato está mais adiantado que outras ligas, mas não estamos a priorizar jogadores que atuam no Brasil», explicou, acrescentando que os convocados do campeonato local «estão bem e podem ajudar a seleção».

Apesar da aposta na juventude, Ancelotti deixou uma mensagem para os jogadores mais experientes que ficaram de fora, garantindo que «a porta está aberta a todos». No entanto, o foco imediato será outro. «Lógico que agora prefiro focar o meu trabalho nos jovens e acompanhar o progresso deles. Às vezes, o objetivo do clube não é o objetivo da seleção. Temos jogadores que pensamos que vão representar o futuro da seleção e eles não estão a jogar, temos de acompanhar esses jogadores. Se eles não jogam, temos de lhes dar a oportunidade de jogarem e progredirem», concluiu.

A seleção brasileira tem uma agenda preenchida até ao final do ano. Primeiro, defrontará a Austrália por duas vezes, a 25 de setembro em Townsville e a 29 do mesmo mês em Brisbane. Segue-se um encontro inédito contra a Índia, a 3 de outubro, em Calcutá. Em novembro, o Brasil voltará a entrar em campo para dois jogos particulares em Singapura, contra o Japão e a seleção local.

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