Ganiev enverga, habitualmente, a camisola 10 do Uzbequistão - Foto: D. R.
Ganiev enverga, habitualmente, a camisola 10 do Uzbequistão - Foto: D. R.

Adversário de Portugal lança duelo no Mundial: «Não vamos olhar tanto a nomes...»

Azizjon Ganiev, médio da seleção do Uzbequistão, antecipa o duelo frente à equipa das Quinas no Grupo K do Mundial, a 23 de junho. «Temos uma grande responsabilidade», admite

Falta pouco mais de um mês para que seja dado o pontapé de saída no Mundial 2026, mas, no Uzbequistão, já é difícil conter o entusiasmo. A seleção asiática vai fazer a estreia na competição e será adversária de Portugal na fase de grupos, a 23 de junho. Com esse duelo em perspetiva, A BOLA falou com Azizjon Ganiev, presença certa (salvo imprevisto de ordem física) na convocatória de Fabio Cannavaro. «Portugal é uma equipa muito forte. Talentosa, rápida e com muita experiência a este nível. É uma das seleções favoritas a vencer o Mundial, sem qualquer dúvida», atira o médio, de 28 anos, em exclusivo ao nosso jornal.

«A nível individual, são vários os jogadores de qualidade. Olhamos para a seleção portuguesa e todos jogam em grandes clubes mundiais. Por isso, temos de estar focados na capacidade coletiva deles e não olhar tanto para os nomes que têm», prossegue Ganiev, que não descarta uma surpresa falada em uzbeque. «Somos novos e talvez inexperientes a este nível, mas, no balneário, não vemos as coisas dessa forma. Respeitamos todos os adversários, mas também acreditamos nas nossas qualidades. Não foi à toa que chegamos até aqui. Queremos ser disciplinados e mostrar o nosso futebol. Qualificarmo-nos para a fase a eliminar seria histórico e um grande sinal de que o Uzbequistão está pronto para estar de forma consistente no panorama mundial. Isso inspiraria a próxima geração e elevaria o nosso nível. Mas sabemos que será muito difícil. Vamos ter pela frente seleções muito fortes, como Portugal», frisa.

Dividido entre o entusiasmo e o peso da responsabilidade, o jogador do Al Bataeh, dos Emirados Árabes Unidos, vê este Mundial como um possível «ponto de viragem» para um país que tem mais de 30 milhões de habitantes. «É difícil pôr em palavras o que sentimos por chegar ao Mundial. Houve quem chegasse muito perto, mas não conseguiram ultrapassar a última barreira. Fazer parte da geração que conseguiu é uma honra, mas também uma responsabilidade», ressalva.

«O ambiente no país tem sido incrível. Sente-se em todo o lado. Nas ruas, nos adeptos, até em quem não acompanha futebol. Há orgulho e um verdadeiro sentimento de que isto é apenas o começo para nós. Sentimos que o Mundial pode ser um ponto de viragem para o nosso futebol e para que mais jogadores do nosso país possam aparecer no mais alto nível», vaticina Ganiev, 22 vezes internacional A.

Em jeito de remate final, o centrocampista, que também pode atuar como lateral, levanta o véu sobre o que Roberto Martínez e companhia podem esperar do Uzbequistão em Houston, dentro de mês e meio. «Baseamo-nos na disciplina, no trabalho de equipa, no espírito de luta e no caráter. Podemos não ter os nomes mais sonantes, mas jogamos uns pelos outros e pelo nosso país. Sabemos o que custou chegar até aqui e temos de desfrutar, mas orgulhar o nosso país. Somos organizados e mentalmente fortes. Também temos jogadores com boa técnica e velocidade. Tentamos combinar o rigor com criatividade e qualidade técnica. Vamos em busca de um sonho, conscientes do percurso que temos de fazer», promete Ganiev.

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