Adepto inglês vende casa de 400 mil euros para ir ao Mundial
Um conhecido adepto da seleção inglesa colocou à venda a sua casa, avaliada em 350 mil libras (cerca de 403 mil euros), para financiar uma viagem de sete semanas ao Mundial, que se realiza este verão nos Estados Unidos, Canadá e México.
Andy Milne, de 62 anos, tornou-se uma figura reconhecível nos jogos das seleções masculina e feminina dos três leões, depois de uma fotografia sua no Mundial do Qatar, em 2022, envergando a camisola inglesa e segurando uma réplica do troféu, se ter tornado viral.
Atualmente a viver na Tailândia, o professor reformado prepara-se para acompanhar a seleção inglesa no seu décimo Campeonato do Mundo. A primeira experiência de Milne foi em Espanha, em 1982, quando tinha apenas 19 anos e onde lhe foram roubados todos os seus pertences.
Desde então, o adepto seguiu a Inglaterra em mais oito Mundiais masculinos e esteve também presente no Campeonato do Mundo feminino de 2023, na Austrália, onde as lionesses chegaram à final, onde perderam frente às espanholas (0-1).
Para financiar a viagem ao torneio deste ano, Milne, que alguns descrevem como sósia de Steve McLaren, decidiu vender a sua segunda habitação em Northwich, Cheshire. «Quero mesmo ver o torneio todo», afirmou ao jornal Mirror. «Vou para os EUA a 3 de junho e ficarei lá durante sete semanas, por isso vai custar bastante dinheiro».
O adepto explicou a sua decisão: «O último torneio no Qatar foi um presente para mim; estive a poupar durante anos. Temos esta segunda casa há 27 anos, por isso pareceu-me a altura certa para a rentabilizar».
A sua dedicação valeu-lhe o estatuto de top capper no clube oficial de adeptos da seleção, o que lhe permite comprar bilhetes para todos os jogos da fase de grupos de Inglaterra nos EUA, além de garantir ingressos até uma eventual final.
Milne estará presente no primeiro jogo de Inglaterra contra a Croácia, a 17 de junho, e planeia ainda uma viagem de carro até Graceland, a antiga casa de Elvis Presley.
No entanto, a viagem promete ser dispendiosa. A FIFA tem sido alvo de críticas pela sua política de preços dos bilhetes. No mercado secundário não oficial, os bilhetes mais baratos para os jogos da fase de grupos de Inglaterra e Escócia já ultrapassam as 500 euros.
O antigo diretor do departamento de ciências da Grange School, em Northwich, procura formas de economizar. «Tento sempre fazer as coisas de forma barata, se possível. Farei couch surf sempre que puder; tenho a sorte de ter amigos no México, em Dallas e em Vancouver», revelou. «Os custos de viagem são elevados; comprei os voos internacionais com antecedência, porque podemos alterá-los mesmo que os horários de partida mudem apenas 10 minutos».
Recorde-se que, em dezembro, os adeptos acusaram a FIFA de uma «traição monumental» quando os bilhetes foram postos à venda para o público em geral, com preços que variavam entre 121 euros para os jogos mais baratos da fase de grupos e 7.517 euros para a final.
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