Room felicitado pelos companheiros - As melhores imagens do Equador-Curaçau - foto: Imago
Room felicitado pelos companheiros - As melhores imagens do Equador-Curaçau - foto: Imago

«Acho que agora preciso de uma estátua em Curaçau»

Eloy Room fez um dos melhores jogos da história dos Campeonatos do Mundo e, com 15 defesas, garantiu o primeiro ponto para o seu país no Mundial

Que noite para Eloy Room, guarda-redes da seleção de Curaçau, que fez 15 defesas no jogo frente ao Equador, que terminou 0-0 na 2.ª jornada do Grupo E do Mundial 2026.

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Room tornou-se um herói nacional e, após o jogo, estava radiante de felicidade. «Vou guardar isto como uma memória louca. Não pensas nisso enquanto defendes, mas claro que será algo de que me lembrarei para sempre. Para mim, como guarda-redes, este foi quase um jogo perfeito, estou muito orgulhoso do que fiz e a da equipa - claro que o que alcançámos foi em equipa, em fiz as defesas mas lutámos todos juntos. Mas sim acho que agora preciso de uma estátua em Curaçau», brincou Room após o encontro.

Nascido nos Países Baixos, Eloy Room é um de vários que escolheu a herança familiar: representa a seleção caribenha desde 2015, após ter sido convencido por Patrick Kluivert a jogar pelo país do pai, Lesley Room. «Simplesmente fechei os olhos e pensei em tudo o que passámos», disse o feliz Room após o feito contra os equatorianos. «Tantas coisas aconteceram ao longo destes anos… Desde criança sonhava em participar num Campeonato do Mundo com Curaçau. Quando Patrick Kluivert me contactou para jogar pela seleção nacional, senti-me extremamente lisonjeado, porque ele é uma grande lenda. Fiquei surpreendido e muito orgulhoso. Foi algo especial para mim e para a minha família. Fui um dos primeiros futebolistas profissionais a escolher representar Curaçau», lembrou.

No primeiro jogo contra a Alemanha, Room sofreu sete golos, e agora as suas 15 defesas são um recorde do Campeonato do Mundo, considerando apenas jogos de 90 minutos, sem prolongamento. O recorde absoluto ainda pertence a Tim Howard, que em 2014, contra a Bélgica, fez 16 defesas, mas num jogo que durou 120 minutos.

«Não estava ocupado a contar as defesas durante o jogo, mas sabia que eram muitas. Fiquei um pouco chateado por não ter batido o recorde do Tim Howard, mas estou orgulhoso na mesma», reconheceu Room a sorrir.

O jogo contou com a presença do Rei Willem-Alexander e da Rainha Máxima dos Países Baixos, que no mesmo dia apoiaram primeiro os Países Baixos contra a Suécia em Houston, e depois chegaram a Kansas para assistir à história de um país que faz parte do Reino dos Países Baixos. «Eles até dançaram no balneário ao som da nossa música. É incrível que tenham estado presentes neste jogo», revelou Room após o encontro.

O último jogo da fase de grupos de Curaçau é contra a Costa do Marfim.

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