Academia do FC Porto na Maia: vereador anuncia absolvição
O processo em torno da Academia do FC Porto, na Maia, que opôs durante mais de dois anos o agente de jogadores, Pedro Pinho, e o antigo apoiante de Pinto da Costa, João Rafael Koehler, a Francisco Vieira de Carvalho, antigo vereador do PS, chegou ao fim. Numa nota publicada na sua página no Facebook, Francisco Vieira de Carvalho anunciou ter sido absolvido pelo Tribunal de todos os crimes de que tinha sido acusado.
«Fui, obviamente, absolvido pelo Tribunal, de todos os crimes de que fui injustamente acusado», escreveu o socialista, sublinhando que «o Tribunal condenou Pedro Pinho e João Koller no pagamento das custas criminais e taxas de justiça, bem como no pagamento das custas de indemnização cível».
«Decidiu ainda o tribunal, enviar ao Ministério Público, para investigação criminal, as cópias das gravações dos depoimentos das testemunhas e das partes, por haver 'sinais' da hipótese da prática de ilícito criminal, neste caso», juntou Francisco Vieira de Carvalho, convicto de que Pinto da Costa «foi enganado». «Se o negócio tivesse avançado, o FC Porto apenas iria construir quatro a cinco campos de futebol, e apenas daqui a alguns anos», garantiu.
Decidiu ainda o tribunal, enviar ao Ministério Público, para investigação criminal, as cópias das gravações dos depoimentos das testemunhas e das partes, por haver 'sinais' da hipótese da prática de ilícito criminal
Em causa estava uma alegada difamação no âmbito da discussão sobre a construção da Academia do clube, na Maia, projeto que acabou por ser abandonado quando André Villas‑Boas foi eleito presidente do FC Porto. «Terreno privado foi comprado pela ABB, com Koehler e Pedro Pinho metidos no negócio», acusou o vereador em reunião ordinária de câmara, a 18 de março de 2024.
A ação judicial apresentada incidia sobre a imputação de crimes de corrupção ativa e tráfico de influência, conforme indicado no processo submetido ao Departamento de Investigação e Ação Penal da Maia. A par da componente criminal, era também solicitada uma indemnização por danos cíveis, com o intuito declarado de reverter o montante a favor de uma instituição de caridade da comunidade maiata.