A questão de Pote, os muitos limitados e a equipa que tem de estar no melhor: tudo o que disse Rui Borges
— Como analisa o regresso de Quenda após tão longa paragem? O que se pode esperar deste Santa Clara, que venceu os dois últimos encontros?
— O Quenda não está ainda apto. É preciso mais alguma paciência e esperar alguns dias. É um jogador, por tudo o que tem demonstrado, importante para a nossa equipa. Estou feliz por vê-lo voltar, mas não muito feliz por não contar ainda para amanhã. O Kochorashvili também está de volta e fico feliz. O Santa Clara ainda não perdeu nos últimos cinco jogos. Demonstra bem as melhorias que tem tido. É uma equipa bem organizada defensivamente, muito forte no contra-ataque, com jogadores rápidos no ataque. É uma equipa competitiva, das equipas com mais cartões. Vai criar-nos problemas. Temos que estar no nosso melhor.
— Roberto Martínez disse que o melhor foi não utilizar Pedro Gonçalves, isto após ele ter sentido cãibras no final do jogo com o Alverca. Qual o estado físico do jogador?
— Espero que esteja em condições. Talvez descondicionado por não ter minutos, porque estava bem fisicamente. Caso não estivesse não tinha ficado até ao fim do estágio, como acontece em todas as seleções do mundo. Acontece em todas as seleções. Foi opção do mister, espero que esteja motivado e acredito que está. Já falei com ele. Quero que esteja motivado e que ajude a equipa, que é o que tem feito no Sporting.
— Não vou falar do adversário. O FC Porto está na frente, tem mérito, mas faltam muitos jogos e nós continuamos na luta. Temos que estar preocupados nos nossos jogos e a começar pelo jogo de amanhã.
— Voltando ao tema Pedro Gonçalves, ele foi o único não utilizado nos dois jogos da Seleção de Portugal. Como avalia esta decisão de Roberto Martínez?
— Tem que perguntar ao selecionador. Acredito que por tudo o que tem feito é sempre um jogador que pode fazer a diferença. Eu tomo as minhas opções no Sporting e não vou comentar as dos outros. Sei que ele estava apto. Teve cãibras no último jogo e recuperou em dois/três dias. São opções.
— Luis Suárez foi castigado com um jogo de suspensão depois daquele gesto de roubo no jogo com o FC Porto para a Taça de Portugal. Concorda com esta decisão? Depois do que disse André Villas-Boas, espera ser recebido com um SPA no encontro da segunda mão?
— Não vou comentar as declarações. O jogo no Dragão será igual aos outros, intenso e competitivo. Só isso. Em relação ao Suárez respeitamos o que foi decidido, ele assumiu o que fez.
— O caso do andebol está relacionado, por exemplo, com o do roubo das toalhas. Espera ser recebido no Dragão com produtos tóxicos?
— Nem sei o que responder, sinceramente. Estamos no futebol, não vou comentar coisas de andebol. Temos que crescer todos. Estamos preocupados com toalhas, esqueçam isso. Não me façam voltar a falar disso, que o jogo já foi há dois meses. A minha parte é treinar, técnico e tática. É esse o meu trabalho e o meu foco.
— Disse no Fórum da ANTF que a maior dificuldade quando chegou ao Sporting foi ter pouco tempo para treinar. Nesta semana não o teve, como preparou a equipa? E sem Luis Suárez, como vai resolver o problema do ataque?
— Boas dores de cabeça, faz parte. Foi das maiores dificuldades. Acredito que o treino dá muito a uma equipa, a repetição a mesma coisa. Chegar aqui e não poder treinar, a meio da temporada, deixou-me muito stressado. Faz parte do meu crescimento e da minha adaptação. O jogo de amanhã... é repouso, deixá-los preparados mentalmente. Eles sabem o que têm que fazer. Estamos focados no que somos como equipa. Dentro de vídeos e imagens, e do pouco que fazemos no campo, mostrarmos algo estratégico. Ataque sem Suárez? Há alternativas. Pode jogar o Pote, temos o Rafael Nel... Veremos o que podemos apresentar amanhã. O Hjulmand chegou doente, o Gonçalo Inácio tocado, o Rui Silva tocado, o Pote descondicionado. Vamos perceber o que podemos fazer e entrar com uma equipa que esteja capaz.
— Os seus três jogos pelo Sporting frente ao Santa Clara acabaram sempre com polémica. Amanhã quer vencer para acabar de uma vez por todas com as eventuais dúvidas?
— Isso vai existir sempre no futebol. Não me vou focar na polémica, erramos todos. Se nos focarmos só na polémica o futebol vai ficar degradado. Temos que torná-lo melhor e valorizá-lo, é essa a missão. É o que tento fazer, valorizar a equipa, torná-la melhor, capaz, para os jogadores terem um futuro, para serem melhores.
— Como vai gerir a questão emocional do Quenda, pois ele parece muito ansioso para dar o contributo à equipa nesta reta final da época?
— Ele está super motivado para voltar e ajudar a equipa. Essa parte não me preocupa. Fico eu mais ansioso por tê-lo porque é uma mais-valia. É mais um jogador para dar mais opções. Está super motivado, feliz. Esteve tempo parado a mais. Está ansioso, assim como nós para podermos contar com ele.
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