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A promessa que adiou a estreia pela seleção porque não tinha passaporte
A primeira chamada à seleção é recordada com carinho pela grande maioria dos jogadores. A porta para o pináculo do reconhecimento futebolístico fica assim aberta... caso tenham a chave.
No caso de Khulumani Ndamane, o entusiasmo teve poucas horas de vida. O defesa central foi uma das revelações do futebol sul-africano em 2024/25 ao serviço do TS Galaxy. As boas exibições precipitaram a primeira chamada à seleção a 15 de março de 2025.
O êxtase transformou-se em desilusão quando, horas depois, o selecionador Hugo Broos anunciou a saída do jovem defesa da convocatória... por não ter passaporte.
O esquecimento de Ndamane tirou-o da convocatória, apesar do presidente do TS Galaxy, Tim Sukazi, ter garantido que o defesa teria um passaporte dois dias depois. Os apelos do dirigente não convenceram, ainda assim, o selecionador.
Ndamane falhou mesmo a receção ao Lesoto e a visita ao Benim, em março. O defesa central admitiu que «as coisas aconteceram depressa demais», em declarações ao Sunday Tribune, após o erro.
O jogador, atualmente ao serviço do Mamelodi Sundowns, foi surpreendido pela própria ascensão meteórica: «Estava apenas feliz por jogar na liga, a seleção nem me passava pela cabeça. Falhei a chamada, mas aprendi com o erro. Agora tenho o passaporte!»,
«Disse a mim mesmo que se o selecionador Broos me viu uma vez e gostou, teria de continuar a trabalhar, que outra oportunidade viria - e veio», reiterou. A estreia pela seleção teve lugar em junho de 2025, diante da Tanzânia.
Um ano depois, Ndamane é um dos esteios do campeão africano de clubes, Mamelodi Sundowns, e integra a convocatória da África do Sul para o Campeonato do Mundo. A viagem para o México, onde os bafana bafana vão disputar o jogo de abertura, a 11 de junho, foi, ainda assim, adiada... devido a problemas com a obtenção de vistos.
O problema ficou rapidamente resolvido e Ndamane vai mesmo disputar o primeiro Mundial da carreira.
Este artigo partiu do perfil de Khulumani Ndamane que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.
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