Ruben Amorim, treinador do Manchester United - Foto: IMAGO

A nova tecnologia de Ruben Amorim que ajuda a apanhar 'preguiçosos'

'The Telegraph' mostra o novo sistema de GPS do Manchester United, que transmite dados em tempo real para o banco dos 'red devils'. Objetivo é permitir recolher dados de performance e mitigar o risco de lesões

Primeiro foi Luke Shaw, defesa-esquerdo do Manchester United, a dizer que, com Ruben Amorim, já não há «jogadores preguiçosos» no plantel. Depois do empate frente ao Everton, Bruno Fernandes, capitão, afirmou que a equipa foi «um pouco preguiçosa». E logo Amorim concordou com essa posição: «Se não treinarem bem, terei logo imagens para mostrar. Estou sempre em cima dos jogadores. Quero estar numa posição em que não tenho de fazer nada, porque eles vão puxar uns pelos outros.»

Agora, segundo avançam os britânicos do The Telegraph, já se sabe como é que a equipa técnica do Man. United pretende manter-se a par de todos os dados do plantel. Tal é possível devido à implementação de um novo software GPS com que os jogadores já disputaram o último desafio particular na digressão norte-americana. Trata-se do STATSports' Apex 2.0 e, em entrevista ao The Telegraph, Paul McKerman, diretor da marca, explicou qual a vantagem de ter dados precisos em tempo real.

«Permite tomar decisões em tempo real baseado em data que está ali à frente, não é preciso esperar até ao final da sessão de trabalho», explica McKerman, que destaca outro ponto importante desta tecnologia: a possibilidade de conhecer o nível de stress físico de cada elemento do plantel. É um elemento de destaque, uma vez que o Manchester United tem sido, nos últimos anos, fustigado por lesões. «É possível olhar para a carga de esforço em tempo real. Lesões podem acontecer, mas conseguimos prever quando um jogador está a chegar a esse ponto. Tomar essa decisão em tempo real é muito mais fácil quando os dados são corretos, quando se compara com o que é ver alguém a ter uma lesão muscular, olhar para os dados depois e pensar no que podíamos ter feito. [A tecnologia] permite ter uma grande compreensão da carga física que um jogador pode aguentar e quando começa a arriscar. A melhor coisa para uma organização desportiva é ter os atletas disponíveis. Podemos ajudar com isso e a diminuir as ausências por lesão», prossegue o diretor.

Tudo isto para, completa McKernan, haver uma compreensão mais profunda do fenómeno físico. «A distância total percorrida é interessante. Combinar os dados de arranques, travagens, sprints pode ajudar a concluir como está a ser o desempenho d e um jogador. Pensemos, por exemplo, no Kobbie Mainoo: vemos o médio a pressionar e depois a ter de voltar para trás em velocidade. Dividimos as categorias, vemos as cargas físicas internas e externas e depois olhamos para a distância percorrida», conclui.

O equipamento está colocado nos relvados do centro de treinos de Carrington, com seis a oito pontos de ligação por todos os campos, e Old Trafford tem quatro pontos para medição de dados. Tudo junto, ao longo de 90 minutos, a équipa técnica do Manchester United terá acesso a 5 milhões de dados ao longo dos 90 minutos de jogo, todos eles transmitidos para os dispositivos tecnológicos do staff em tempo real. Dados que podem ajudar Ruben Amorim a diminuir a falta de intensidade e o risco de lesão no plantel, dois dos grandes problemas identificados ao longo de 2024/25

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