A noite dos quatro bis e do furacão Suárez (as notas do Sporting)
(6) Rui Silva – Após imenso trabalho na Allianz Arena, frente ao Bayern, esperava uma noite mais ou menos tranquila. Assim foi quase até à meia-hora, quando Óscar Perea, recebendo a bola no lado esquerdo, disparou forte, obrigando o guarda-redes a defesa apertada. No segundo tempo, ainda mais descansado, teve apenas duas defesas tranquilas.
(7) Vagiannidis – A última titularidade na Liga fora frente ao Alverca, na jornada 8, frente ao SC Braga, a 5 de outubro. Muito bom passe, bem rasteirinho, para o desvio vitorioso de Maxi Araújo para o 2-0. A relação com o uruguaio foi quase perfeita e, no segundo tempo, novo passe rasteiro, agora bem mais longo, da direita para a esquerda, com Maxi a fazer o 4-0. Perto do fim, teve ainda um remate bem perigoso para João Gonçalves.
(6) Diomande – Último jogo, em princípio, antes do arranque para a CAN. Imponente fisicamente, como se sabe, não concedeu ponta de espaço aos atacantes do Aves SAD e poderia ter marcado de cabeça, já na segunda parte, na sequência de canto de Trincão, mas a bola saiu bem ao lado.
(6) Gonçalo Inácio – Saltou do banco de Munique para a relva de Alvalade. E saltou bem. Tirando um lance em que pareceu desconcentrado e que possibilitou a Oscar Perea, antes da meia hora, remate perigoso à baliza de Rui Silva, mostrou imponência nos lançamentos longos. Foi assim, numa abertura para a corrida de Mangas, que o Sporting chegou ao primeiro golo. Saiu ao intervalo para entrar Matheus Reis, talvez por gestão de Rui Borges na recuperação do esquerdino.
(6) Ricardo Mangas – Voltou ao onze inicial em jogos de Liga, quase três meses após a última vez (Sporting-Moreirense, a 22 de setembro, na jornada 6). Começou por dar nas vistas ao sofrer, aparentemente, falta para penálti logo ao minuto 5. O VAR, porém, desmentiria a falta de Ponck sobre o esquerdino. Mangas pareceu afetado pelo lance e recebeu, logo a seguir, cartão amarelo. Teve depois duas ou três boas tentativas de atacar a linha de fundo, mas só recuperou verdadeiramente após a meia hora. Recebeu a bola de Gonçalo Inácio e, deixando de lado potencial egoísmo, atrasou para Suárez. O colombiano fez o 1-0.
(6) Kochorashvili – Há quase três meses (receção ao Moreirense, na jornada 6, a 22 de setembro) que, na Liga, não era titular. Voltou ao onze e voltou a mostrar as qualidades e os defeitos do costume. Muito voluntarioso, mas, por vezes, pouco esclarecido. Melhorou a partir da assistência, de cabeça, para o primeiro golo de Geny Catamo. Na parte final do jogo, aos 76’, teve remate fortíssimo, obrigando João Gonçalves a defesa apertada para canto.
(5) Morita – Tem alternado bons jogos com jogos menos conseguidos e, depois de ter jogado apenas um minutinho em Munique no lugar de João Simões, voltou ao onze. Num jogo tão desnivelado, com o Sporting sempre a encostar o Aves SAD à sua área, o médio mais contido foi quem menos esteve em destaque.
(8) Geny Catamo – Vai para a CAN e, naturalmente, queria despedir-se em grande dos adeptos leoninos. Tem andado a jogar muito bem, mas sem golos. O único esta época pelo Sporting fora ao Marselha, na Champions. Porém, o primeiro ponto alto da exibição do moçambicano foi o golaço, de pé direito, quando o jogo caminhava para o intervalo. Mais tarde, quando tudo se aproximava do fim, entrou na área e, com o esquerdo, fechou o resultado. Antes e depois dos golos, foi sempre um dos mais perigosos leões.
(7) Trincão – Não marcava desde a jornada 2, na receção ao Arouca, a 17 de agosto, e continua sem marcar. Porém, esteve em três dos seis golos. Marcando os cantos que estiveram na origem dos terceiro (Catamo) e quinto (Suárez) e abriu, perto do fim, para Catamo chegar à meia dúzia. Pelo meio, no primeiro e no segundo tempos, foi mostrando, embora sem grande perigo, o requinte técnico que os portugueses bem conhecem.
(8) Maxi Araújo – É um dos indiscutíveis de Rui Borges. É Maxi e mais 8 ou 9. Grande tabela com Mangas, logo aos 5’, para o penálti que afinal não era. Mais tarde, recebendo bola de Vagiannidis, desviou a bola e, pelo meio de um túnel a Ruben Semedo, fez o 2-0. Seguiram-se minutos com a intensidade do costume e, a abrir a segunda parte, voltou a ter no lateral grego o assistente de eleição: bola rasteira vinda da direita e o uruguaio a encostar para o quarto golo.
(8) Luís Suárez – Nove golos na Liga e pela frente aparecia o Aves SAD, último classificado e com nada menos de 31 golos sofridos em 13 jogos. Entrou em jogo como sempre entra: lutando, correndo, suando, obrigando os defesas do Aves SAD a grande atenção e grande disponibilidade física. Esteve nos dois golos iniciais do Sporting, marcando o primeiro e participando no segundo. Apontou o 1-0 à entrada da área, num disparo fortíssimo sem qualquer hipótese de defesa após trabalhar muito bem sobre Gustavo Assunção e, pouco depois, desbloqueou a concentração de jogadores à entrada da área, abrindo na direita para Vagiannidis assistir Maxi Araújo para o 2-0. Entrou na segunda parte como um furacão. Cedeu a bola na direita a Vagiannidis, com o grego a assistir Maxi Araújo para o 4-0. Marcou, minutos depois, o 5-0, mesmo à beira da linha de baliza. E já é o melhor marcador da Liga.
(6) Matheus Reis – Entrou ao intervalo e, como sempre, cumpriu. E até fez mais do que simplesmente cumprir, assistindo, de cabeça, para o quinto golo.
(5) Eduardo Quaresma – Entrou para o lugar de Mangas, aos 55’. Defendeu o que (não) havia para defender e tentou andar perto da área do Aves SAD.
(6) Ioannidis – Começou por vaguear pela esquerda e, após a saída de Suárez, 18 minutos depois, fixou-se como avançado de referência. Não chegou ao golo, mas tentou. E muito.
(6) Alisson – Tentou o golo por quatro vezes desde que entrou (73’) e esteve perto de ser feliz, mas defesas e guarda-redes adversários impediram a felicidade plena.
(5) João Simões – Substituiu Morita e não teve tempo nem oportunidades para colocar a impressão digital no jogo. Ao contrário do que aconteceu em Munique.