A época desastrosa de Maguire que deixou um marco histórico no futebol inglês
Harry Maguire tem sido presença assídua na seleção inglesa e já está há 7 anos no Manchester United, tendo custado um total de 87 milhões de euros aos cofres dos red devils, proveniente do Leicester, mas teve de passar por momentos muito complicados para chegar à equipa de Ruben Amorim.
Possivelmente o pior momento da carreira do inglês foi na temporada de 2014/15, em que conseguiu um registo bastante negativo e único na história do futebol inglês: tornou-se no primeiro jogador a ser despromovido duas vezes na mesma época, em Inglaterra.
No verão de 2014, o central trocou o Sheffield United, clube do terceiro escalão e onde fez parte da sua formação, pelo Hull City, equipa de Premier League que tinha conseguido apurar-se para a fase de qualificação da Liga Europa após chegar à final da Taça de Inglaterra (Arsenal, 2-3), por aproximadamente 3,15 milhões de euros, mas fez apenas seis jogos na primeira metade da época.
Por isso, o defesa acabou por ser emprestado ao Wigan Athletic, do Championship, até ao final da temporada, e, apesar de ter sido suplente não utilizado no primeiro encontro, cumpriu todos os minutos nos restantes 15.
Porém, a sua equipa só venceu cinco desses jogos e confirmou a descida à League One, acompanhado por Blackpool e Millwall, no penúltimo lugar (23.º). Por outro lado, o Hull City também não resistiu aos maus resultados e ficou a três pontos da salvação, no antepenúltimo lugar (18.º), à frente de Burnley e QPR.
De regresso ao Hull City em 2015/16, outra vez a jogar no Championship, Maguire demorou a estabelecer-se como peça-chave na equipa, mas conseguiu-o, apesar de não ter sido titular nos play-offs de subida à Premier League, tendo entrado nos últimos minutos da final com o Sheffield Wednesday (1-0), de Carlos Carvalhal e Marcos Matias.
Na época seguinte, novamente na Premier League, fez o maior número de jogos num só ano pelo Hull City, que acabou por ser novamente despromovido no 18.º lugar, desta vez a seis pontos da salvação, tendo terminado a época às ordens de Marco Silva.
Com essas boas prestações, convenceu o Leicester a pagar 13,7 milhões de euros, ficando dois anos e dando um lucro de 74 milhões aos foxes, em 2019, acabando por chegar ao estatuto de capitão do Man. United, no qual foi substituído por Bruno Fernandes, e também pelo seu país, tendo usado a braçadeira por uma vez.
Artigo originalmente publicado em agosto de 2025