Froholdt aborda chegada do irmão ao FC Porto e lembra trajeto: «Foi preciso muito esforço»
Atualmente cotado como o jogador mais valioso da Liga (50 milhões de euros, segundo o Transfermarkt), Victor Froholdt passou em revista a sua afirmação de dragão ao peito. Em declarações prestadas à estação dinamarquesa TV2 Sport, o médio do FC Porto abordou a rápida ascensão na carreira, os desafios da adaptação a Portugal e o impacto positivo de ter agora a família por perto, após a contratação do irmão, Hjalte, para a equipa B portista.
«Tem sido tudo muito rápido e, às vezes, é difícil manter a cabeça no lugar com tanta rapidez», confessou o internacional dinamarquês, que no espaço de um ano se sagrou campeão nacional, colecionou distinções individuais e chegou à seleção principal dos nórdicos.
O caminho até ao sucesso exigiu sacrifícios pessoais significativos, sobretudo pelo distanciamento dos que lhe são mais próximos numa fase precoce da vida. «Tenho gostado muito da jornada que percorri. Do trabalho que dediquei a ela nos últimos dois anos. De tudo o que me foi dado. Foi um privilégio enorme vestir a camisola da seleção nacional. Mas também precisei de me encontrar. A última temporada foi a minha primeira no estrangeiro e houve alguns momentos difíceis», explicou, recordando a mudança na transição dos 19 para os 20 anos.
O cenário mudou favoravelmente com a chegada da namorada e, mais recentemente, do irmão, lateral-direito que atua na formação secundária dos dragões. «Ter duas das pessoas mais importantes para mim por perto significa muito para mim. Que possamos estar juntos nesta jornada e que eu possa partilhar esta experiência com o meu irmão. Podemos aproximar-nos ainda mais e apoiar-nos mutuamente ao longo do caminho», sublinhou.
Satisfeito e realizado no Dragão, Victor Froholdt apontou ainda metas para o seu percurso na seleção da Dinamarca, onde considera ter margem de progressão: «Preciso de mostrar mais personalidade, superar-me e contribuir mais para a equipa. Quero dar um passo em frente e fazer ainda mais.»
A fechar, o centrocampista admitiu a frustração pela ausência dos dinamarqueses no Mundial 2026. «Um dos meus maiores sonhos sempre foi ir a um Campeonato do Mundo. Foi muito difícil aceitar que não nos apurámos. Isso ficou a martelar dentro de mim durante muito, muito tempo. Tive de digerir essa desilusão, mas também me deu ainda mais vontade de conquistar algo grandioso com a Dinamarca», concluiu.