Aos 70' Fernando Medrano rasteira Alexander Bah, motivando falta que deveria ter sido acompanhada de cartão amarelo
Aos 70' Fernando Medrano rasteira Alexander Bah, motivando falta que deveria ter sido acompanhada de cartão amarelo

A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Benfica-Estoril

Jogo de segunda-feira à noite na Luz teve 26 faltas, um amarelo e 62% de tempo útil. A ação disciplinas poderia ter sido melhor aplicada. Trabalho de Hélder Carvalho foi tecnicamente positivo

13’ Na área do Estoril, após a marcação de um pontapé de canto a favor do Benfica, há um choque normal e sem falta entre Xeka e Leandro Barreiro quando ambos se estavam a movimentar e com os olhos postos na trajetória da bola. Tudo legal e sem penálti.

18’ Samuel Dahl passa a bola a Gianluca Prestianni, que é impedido de receber o passe devido a um empurrão de Ricard Sanchez. Lance fora da área, mas que cortou claramente uma jogada de perigo, um ataque prometedor. Razão para que, além do livre direto, devesse ter sido mostrado cartão amarelo.

53’ Samuel Soares sai a um cruzamento de bola e chega primeiro e com as mãos e soca o esférico. Ato contínuo, há inevitável contacto com Ismael Sierra, que, ao tentar cabecear, acerta (com a cabeça) no braço esquerdo do guardião encarnado. Tudo legal e sem penálti

70’ Fernando Medrano, com o pé direito, toca Alexander Bah, rasteirando-o também no pé direito. Falta negligente, que por ser na entrada da área, embora na zona lateral direita, seria merecedora do respetivo cartão amarelo.

75’ Uma entrada muito dura de Ismael Sierra que mesmo à entrada da área dos canarinhos acaba por falhar a bola, ao esticar a perna esquerda. Entrada fora de tempo a derrubar Alexander Bah. Pela negligência e pelo local da falta, foi amarelo bem mostrado.

77’ Na área dos canarinhos, aquando da execução de uma bola parada, Ismael Sierra está a marcar Leandro Barreiro (por trás deste) e acaba por colocar ambas as mãos sobre os ombros do médio luxemburguês, que, com algum aparato e aproveitamento, deixou-se cair.

POSITIVO

Situações de área bem decididas; decisão dos assistentes no fora de jogo no golo do Estoril

NEGATIVO

Tempo adicional em ambas as partes muito escasso para as ocorrências; e dois amarelos que ficaram no bolso

Outros lances em análise

45’ No final da primeira parte do jogo, o árbitro concede três minutos de tempo adicional por recuperação de tempo perdido. Todavia, foram escassos face ao tempo gasto com as prolongadas assistências médicas em campo quer ao benfiquista Enzo Barrenechea, quer ao estorilista Xeka. Além disso, houve um golo (o primeiro do Benfica) e respetiva comemoração, e ainda uma substituição.

64’ A dado momento, por trás do árbitro assistente n.º1, do lado da bancada e dos bancos, estavam, além do preparador físico, seis jogadores do Benfica a aquecer. Houve uma razão para que tal acontecesse: diz a lei que, no máximo, só podem estar cinco jogadores de cada equipa a aquecer, mas desde a época passada, e com o consentimento do Concelho de Arbitragem, pode estar um sexto jogador em exercícios para prevenir a substituição extra, que cada equipa pode fazer, além das seis, em caso de concussão cerebral.Assim, se um  jogador se lesionar na cabeça e, por esse motivo tiver de ser substituído, a respetiva equipa tem direito a essa substituição extra, que não conta para as cinco regulamentares. De referir, ainda, que se tal acontecer, no ato da substituição o delegado dessa equipa levanta um cartão roxo, para assinalar essa diferença. Por sua vez, automaticamente a outra equipa também ganha o direito de fazer uma substituição a mais mesmo que ninguém se lesione na cabeça.

82’ No golo do Estoril, na construção da jogada, pelo corredor esquerdo do ataque dos canarinhos, não houve qualquer infração à lei do fora de jogo. A posição legal do jogador interveniente é válida por 53 cm.

90’ Foram dados apenas três minutos de tempo extra na segunda parte para recuperação de tempo perdido, que pecam por escassos, uma vez que, com quatro paragens para substituições, em que entraram oito jogadores, mais dois golos (o segundo do Benfica e o do Estoril) e respetivas comemorações, a que se acrescentam a amostragem de um cartão amarelo e a assistência médica no terreno de jogo ao canarinho Stelios Andreou (situação que demorou 1 minuto e 26 segundos, entre o jogador ter caído no relvado e sair do terreno; ou seja só nesta assistência foi metade do tempo adicional dado pelo árbitro). Não se compreende este encurtar sistemático dos ditos descontos numa competição em que golos marcados e sofridos contam e há prémio para os melhores marcadores.

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