Raphael Guzzo: «O dérbi com o Nacional é importante para os maritimistas e para a ilha»
Raphael Guzzo garantiu que o foco do Marítimo está na «manutenção» e no jogo com o Casa Pia, da 1.ª jornada da Liga. «Queremos apresentar-nos competitivos. A pré-temporada tem corrido bem. Obviamente que, por vezes, os resultados não são aqueles que pretendemos, mas isso faz parte desta fase e não acontece apenas connosco», afirmou o médio.
Antes do jogo com os gansos, no sábado o Marítimo vai discutir com o Nacional o Troféu Autonomia, nos Barreiros: «Um dérbi é sempre um dérbi. Vai ser o primeiro para muitos de nós. Queremos encará-lo com a máxima seriedade, porque também faz parte da preparação para o jogo com o Casa Pia. Sabemos que é um encontro importante para os maritimistas e para a ilha, queremos dar uma boa resposta e sair com a sensação de que estamos preparados para aquilo que aí vem.»
Guzzo, 31 anos, é um dos mais experientes do plantel. «O meu papel é o mesmo que tinha no ano passado. Naturalmente, tenho um pouco mais de experiência do que alguns colegas e tento transmitir-lhes aquilo que fui aprendendo ao longo destes anos. A responsabilidade, essa, é de todos. Independentemente da idade, cada um tem de assumir a sua parte. Acima de tudo, procuramos criar um grupo forte. A componente humana é essencial para alcançar os objetivos e isso ficou bem demonstrado na época passada. Agora cabe a quem transitou para esta época transmitir esses valores aos jogadores que chegaram e construir uma base sólida», vincou.
Neste regresso à Liga, «um campeonato muito mais exigente», Raphael Guzzo deseja que a equipa consiga «reagir» quando os «momentos difíceis» surgirem, contando para isso com o apoio dos sócios e adeptos que criam um ambiente único no Caldeirão: «Os jogadores que chegaram ainda não tiveram a oportunidade de sentir o que é jogar no nosso estádio. Podemos falar-lhes do ambiente, mas só quando entrarem em campo é que vão perceber verdadeiramente o que representa o apoio dos nossos adeptos. No ano passado tivemos, muitas vezes, uma excelente assistência e este ano acredito que vão sentir um ambiente ainda mais especial, por estarmos de regresso à Liga. O Marítimo é um grande clube, toda a gente reconhece isso e é por essa razão que tantas pessoas dizem que o Marítimo faz falta à Liga. A nossa massa associativa e os nossos adeptos demonstram-no em todos os jogos e tenho a certeza de que os novos jogadores também vão sentir esse apoio.»
Entretanto, o médio Carlos Daniel poderá estar de saída dos insulares, a caminho do futebol árabe.