Depois do dérbi com o Petro, Estádio França Ndalu voltará a encher para jogo com o sensacional líder Wiliete de Benguela
Depois do dérbi com o Petro, Estádio França Ndalu voltará a encher para jogo com o sensacional líder Wiliete de Benguela

1.º de Agosto quer travar fuga do Wiliete

O Wiliete de Benguela, líder isolado do Girabola 2026/2027 e ainda sem conhecer o sabor da derrota, desloca-se nesta quarta-feira ao Estádio França Ndalu, em Luanda, onde a partir das 15h30 mede forças com o 1.º de Agosto num jogo de acerto da sétima jornada que tanto pode alargar a vantagem dos benguelenses no topo como devolver aos militares a esperança de se aproximarem da frente.

Os números da equipa da cidade das acácias rubras impressionam e ajudam a explicar a confiança com que viaja para a capital. Em oito jogos, o Wiliete somou sete vitórias e um empate, num total de 22 pontos, mais quatro do que o Bravos do Maquis, segundo classificado, que já leva nove partidas disputadas. Com 17 golos marcados, tem o ataque mais produtivo da prova e, tendo sofrido apenas dois, partilha com o Petro de Luanda o estatuto de defesa menos batida do campeonato.Também longe de Benguela a formação tem mostrado consistência, com triunfos nos terrenos do Recreativo da Caála (2-1) e do Desportivo da Huíla (1-0), sendo que o único tropeção da época aconteceu na visita ao Kabuscorp, onde não foi além de um empate a uma bola. Depois desse percalço, os benguelenses voltaram a carburar e venceram, em casa, o São Salvador por 1-0 e o FC Cabinda por 3-0, chegando a este compromisso embalados por uma série que lhes permite olhar para a tabela com alguma tranquilidade.

Do outro lado estará um 1.º de Agosto que ocupa o quinto lugar, com 15 pontos em oito jornadas, e que precisa de reencontrar rapidamente o caminho das vitórias. Os militares vêm de um empate a uma bola com o Petro de Luanda, no próprio França Ndalu, num dérbi em que o resultado final só se desenhou nos instantes derradeiros, e antes disso tinham perdido pela margem mínima (0-1) diante do Recreativo da Caála, curiosamente uma das equipas que o Wiliete conseguiu vencer fora de portas.

O ponto somado frente ao eterno rival tem o seu valor, mas não esconde que os rubro-negros levam dois jogos sem ganhar e têm o líder a sete pontos de distância, uma diferença que começa a pesar numa altura em que o pelotão da frente se vai definindo e em que cada deslize pode sair caro nas contas do título.Uma vitória do 1.º de Agosto reduziria a distância para o líder a quatro pontos e levaria os militares aos 18.

Se for o Wiliete a sair do França Ndalu com os três pontos, os benguelenses chegam aos 25 e passam a ter sete de vantagem sobre o perseguidor mais direto, uma margem que, a esta altura da prova, já começaria a ganhar contornos de fuga.

Tudo aponta para que caiba ao 1.º de Agosto, a jogar em casa e perante os seus adeptos, a responsabilidade de assumir a iniciativa, diante de um adversário que tem revelado enorme solidez a defender e eficácia sempre que chega à área contrária. Para os militares, este pode ser o jogo da viragem e a oportunidade de se tornarem a primeira equipa a derrotar o Wiliete nesta edição do Girabola; para os benguelenses, é a ocasião de provar, num dos palcos mais exigentes do país, que a liderança não é obra do acaso.

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