Portugal sem medo de ninguém: «Agora já não há favoritos!»
Miguel Martins defende que a Dinamarca está «num nível acima», mas todos os outros adversários estão ao alcance de Portugal (IMAGO)

Portugal sem medo de ninguém: «Agora já não há favoritos!»

ANDEBOL16.01.202420:30

Miguel Martins perspetiva 'Main Round' muito equilibrada; Central coloca a Dinamarca acima de todos os outros, mas Portugal ao nível dos restantes adversários

Ultrapassado o grupo, Portugal inicia nesta quarta-feira a Main Round que, como seria de esperar nesta fase de um Europeu, se perspetiva duríssima.

Pela frente, a Seleção abre um confronto com a Noruega (15h30). Mas depois terá ainda pela frente a Suécia (campeã europeia), a Eslovénia que, com alguma surpresa venceu o grupo da Noruega só com vitórias, e ainda os Países Baixos, seleção que continua a crescer, liderada por Luc Steins, um dos melhores centrais da atualidade.

A comitiva lusa já está em Hamburgo e, depois de uma longa viagem de comboio de mais de seis horas, Miguel Martins falou com A BOLA. O central admite que as dores da derrota com a Dinamarca pesaram no ânimo dos jogadores, mas que a cabeça já está focada na segunda fase. 

«Já estamos a pensar no jogo da Noruega. Foi duro perder, apesar de sabermos que estávamos a defrontar a tricampeã do Mundo. Depois das vitórias com a Grécia e a Rep. Checa, achávamos que estávamos a um nível que nos permitiria vencer, por isso ficou alguma revolta. Sobretudo por saber que podíamos ter feito melhor e não perder por uma diferença tão grande», declarou.

Apesar de não se ter apresentado na fase de grupos ao nível expectável, uma vez que era apontada por muitos no início da prova como séria candidata ao top-4, a Noruega mantém muitos dos jogadores que a levaram a duas medalhas de prata consecutivas nos Mundiais de 2017 e 2019 e tem um estilo de jogo semelhante ao da Dinamarca, como alertou Miguel Martins.

«Eles não têm estado ao melhor nível, e todos esperavam um pouco mais. Mas é uma equipa que na preparação para o Europeu empatou com a Dinamarca. Acho que vai ser fundamental anular a transição rápida deles. Se o conseguirmos fazer, podemos surpreender. Já os defrontámos algumas vezes, foram sempre jogos muito equilibrados, decididos em detalhes, e acredito que agora podemos dar o passinho que tem faltado para conseguir a vitória», notou. 

Onde é que isto já se viu?

Um olhar mais atento ao grupo desta Main round transporta-nos imediatamente para 2020, quando Portugal surpreendeu a Europa do andebol com o sexto lugar. É que Noruega, Suécia e Eslovénia também estiveram na segunda fase de grupos de Portugal. 

«O grupo pode ser um bom presságio. Ainda está na nossa cabeça aquilo que alcançámos em 2020. Serão todos jogos de altíssimo nível e esperamos muito equilíbrio. Mas vamos tentar ganhar o máximo de jogos possível para lutar pelo nosso objetivo», garantiu o jogador de 26 anos, que acredita que o adversário mais forte do grupo já está ultrapassado. 

«Todas as equipas que vamos defrontar são de valor semelhante. Acho que a Dinamarca está num nível acima, porque é muito forte em todos os aspetos, mas com as restantes espero jogos equilibrados. Vimos a a Suécia a vencer por um [os Países Baixos], e acho que essa foi a maior surpresa. Mas também um pouco a Eslovénia a ganhar à Noruega. Por isso, considero que nenhuma das equipas que vamos defrontar será favorita. A mais forte será a Suécia, campeã Europeia, mas no Mundial só perdemos por dois», recordou.

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