Moreno: «Há qualidade e uma união cada vez mais enraizada e isso faz-nos acreditar»
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Moreno: «Há qualidade e uma união cada vez mais enraizada e isso faz-nos acreditar»

NACIONAL09.02.202413:29

Treinador dos flavienses não poupa nos elogios ao trabalho da sua equipa e espera que essa dedicação seja devolvida pela justiça dos resultados; confiança numa vitória diante do Moreirense, adversário que merece bastantes elogios; saídas de Bruno Langa e Issah Abass avaliadas de forma distinta

Confiança em Trás-os-Montes. O Chaves está preparado para vencer o Moreirense, amanhã, numa partida referente à 21.ª jornada da Liga e que está agendada para as 18 horas.

O momento por que passam os flavienses não é fácil, uma vez que a última vitória (2-1 ao Vizela, na 12.ª ronda) já foi há mais de dois meses - pelo meio, o conjunto transmontano somou quatro derrotas (0-4 com o Estoril, 1-3 com o Casa Pia, 0-1 com o FC Porto e 0-3 com o Sporting) e outros tantos empates (2-2 com o Famalicão, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 com o SC Braga e 1-1 com o Farense) -, mas a qualidade exibicional demonstrada deixa Moreno otimista para uma retoma pontual e consequente fuga aos lugares perigosos da classificação.

Sendo que, acrescente-se, a equipa também já não perde há quase um mês. Depois do desaire na receção ao Sporting, a 13 de janeiro, o Chaves contabilizou três empates consecutivos e em todos esses jogos discutiu o triunfo até final. Além disso, refira-se, a partida da jornada passada, frente ao Farense (1-1) teve condicionantes muito próprias, desde logo porque os valentes transmontanos ficaram reduzidos a 10 elementos logo à passagem do quarto de hora (expulsão de Ygor Nogueira), mas mesmo depois de sofrerem o golo dos algarvios conseguiram ter alma para regressarem ao jogo e chegarem à igualdade.

Moreno valoriza bastante a entrega dos seus jogadores e salienta que essa caraterística será sempre fundamental para o regresso às vitórias. Se possível, já amanhã, na deslocação ao Minho.

«É, realmente, um jogo em que nós percebemos que é importante ganhar. Tem-nos faltado a vitória que temos feito por merecer. A vitória tem-nos fugido por este ou por detalhe, uma responsabilidade que é nossa. Não há que criar excesso de ansiedade porque isso pode condicionar o rendimento individual e coletivo do grupo. Mas nós amanhã vamos a Moreira de Cónegos com a convicção de que vamos ganhar. Mais do que essa convicção, nós percebemos que aquilo que temos feito tem sido o suficiente para, em alguns jogos, termos conseguido a vitória. Porque não é por falta de alma e de crer deste grupo de trabalho que o triunfo não vai aparecer diante do Moreirense. Porque se existisse falta disso neste grupo de trabalho nós não tínhamos conseguido empatar com o Farense depois das dificuldades que o jogo nos criou. Tal como também não tínhamos conseguido empatar em Braga se não tivéssemos essa alma e também a nossa qualidade, logicamente. Há qualidade, há uma união cada vez mais enraizada e isso faz-nos acreditar que amanhã podemos ganhar em Moreira», projetou, na conferência de Imprensa que decorreu ao início da tarde desta sexta-feira.

Questionado sobre as possíveis condições atmosféricas adversas e a qualidade do Moreirense, o treinador dos flavienses foi assertivo: «A questão do terreno será igual para as duas equipas. Do lado de lá, sabemos que vamos encontrar uma equipa boa, que já vem com dinâmicas da Liga 2 e que tem atletas com qualidades técnicas muito interessantes. O Alanzinho é muito bom jogador, têm dois alas muito verticais e bastante rápidos e bons tecnicamente, têm uma dupla de centrais muito experiente… A razão pela qual o Moreirense estar a fazer o campeonato que está prova isso mesmo, prova a competência da equipa técnica liderada pelo Rui Borges e a qualidade dos jogadores. Nós reconhecemos essa qualidade do outro lado, mas pensamos mais em nós e acreditamos cada vez mais em nós e no que sabemos fazer.»

Na parte final da conversa com os jornalistas, Moreno Teixeira foi questionado sobre as recentes saídas de Bruno Langa (Almería, de Espanha) e Issah Abass (Sepahan, do Irão), já depois do fecho do mercado de transferências em Portugal, mas o técnico não se lamentou minimamente por essas duas baixas. E até individualizou os contextos relativamente ao lateral-esquerdo moçambicano e ao extremo ganês.

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«Nunca serei um treinador de me lamentar dessas situações. O treinador faz parte de uma estrutura que quer dar saída a este momento desconfortável em que estamos, mas nunca me vou desculpar pela saída desses atletas, que são dois casos diferentes. Eu contava muito com o Bruno Langa, todos nós reconhecemos a qualidade dele, mas o futebol é um negócio e as coisas são assim. Penso que o clube ficou salvaguardado e isso satisfaz-me. A questão do Abass é diferente, foi por questões que eu, enquanto treinador, nunca vou permitir que aconteçam no seio do grupo de trabalho. Mas nunca me vou desculpar por este ou por aquele atleta ter saído ou por qualquer outro não ter entrado. Trabalhamos em conjunto, estrutura e equipa técnica, e a responsabilidade maior do que quer que possa acontecer eu quero que recaia sempre em mim e sem eu nunca dar desculpas do que quer que seja», rematou.