Mayer quer reformular o futebol do Benfica (e não só)
Martim Mayer, candidato a presidente do Benfica nas eleições de 25 de outubro, anunciou esta quinta-feira os eixos programáticos do seu programa. Eixos, garante o empresário de 51 anos, que serão «materializados num programa eleitoral a apresentar até setembro», onde será detalhada a proposta.
O futebol será, naturalmente, um dos focos e, destaca Mayer, neste ponto a taxa de «insucesso» da atual gestão do Benfica foi de 80 por cento. «O Benfica precisa de encontrar equilíbrio. Só nos últimos três anos o Benfica comprou 20 jogadores por mais de 60 milhões e 20 jogadores por menos de 3M, apresentando, 15 deles por mais de 15 M e 15 abaixo de 2M. Isto não é scouting», sustenta.
Mayer propõe várias mudanças no futebol: Uma revisão urgente do modelo de jogo; a criação de nova estrutura para definir e planear modelo tático e plantel; o planeamento de plantel com perfil definido para cada posição; plantéis mais equilibrados, potenciado os ativos e controlando os valores gastos; investimento sério nas infraestruturas, para potenciar rendimento e património; controlo rigoroso dos fluxos financeiros, com planeamento de médio e longo prazo.
O candidato deseja, também, criar o cargo de diretor-geral para o futebol, que «pensará e coordenará toda a estrutura do futebol, alguém com perfil internacional e profundo conhecimento do jogo, que na sua vertente técnica, seja um gestor de recursos». Um cargo que contará com a ajuda de dois coordenados: um para a Formação–Scouting e o segundo para coordenar a equipa A-B/sub-23.
Mayer aponta também à retenção de talento, com o Benfica Campus como «base de toda a estratégia para o futebol» e com um «plano desportivo, académico e de formação de caráter» para cada um dos atletas.
Mayer voltou a sublinhar que pretende aumentar a capacidade do Estádio da Luz em 15 mil lugares e com a ideia de crescer até aos 83 mil, em «parceria com uma das empresas líderes mundiais do setor imobiliário na área desportiva». O projeto, estima, é de €75 milhões, e o financiamento «garantido através de uma de duas alternativas: parceria estratégica com entidade da área de grandes eventos e de entretenimento, ou da securitização dos bilhetes» correspondentes a estes lugares por período de médio ou longo prazo.
Mayer olha também para as modalidades, onde pretende contratos «numa base salarial mais baixa e com forte incremento de prémios por conquistas»; deseja o Benfica a «liderar o processo de centralização dos direitos televisivos» e quer um «processo de venda de bilhetes claro e transparente». Aponta a uma reformulação dos critérios de atribuição de bilhetes para os jogos, com base, por exemplo, em critérios geográfico e de proximidade.
Aponta, também, ao rigor e à transparência noutras áreas, como a financeira e institucional, prometendo alterações e medidas importantes.
SUGESTÃO DE VÍDEO: